06 de setembro, 2005 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
Países que têm marcado sua política externa por suas críticas ao governo americano, como Cuba e Irã, integram a lista de cerca de 60 países que já ofereceram ajuda aos Estados Unidos por conta dos danos causados pelo furacão Katrina.
A lista de países também inclui a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, vem mantendo uma "guerra verbal" com o dos Estados Unidos, e o Brasil.
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que "nenhuma ajuda que possa aliviar o sofrimento das pessoas na região atingida será rejeitada".
Em alguns casos, a oferta de ajuda é condicional, como é no caso do Irã.
Petróleo
O governo de Teerã se disse disposto a enviar 20 milhões de barris de petróleo, mas pediu em troca o fim das sanções americanas contra o país.
Irã e Estados Unidos romperam relações diplomáticas pouco após a Revolução Islâmica, de 1979. Desde então, os americanos impuseram também sanções econômicas ao país.
A informação de que o Irã está disposto a dar seu auxílio foi dada por Hoseyn Ardebili, o enviado iraniano à Organização dos Países Produtores de Petróleo, a Opep, em uma entrevista à rádio estatal do país.
O enviado iraniano não especificou se o país exige que o fim das sanções seja definitivo ou se o Irã se contenta que as restrições sejam suspensas apenas para que o país possa enviar mantimentos.
Há pouco menos de dois anos, os Estados Unidos também ofereceram auxílio ao Irã, quando a cidade de Bam foi devastada por um terremoto que matou mais de 22 mil pessoas.
Cuba e Venezuela
O presidente de Cuba, Fidel Castro, ofereceu o envio de 1,1 mil médicos e de 26 toneladas de medicamentos.
Hugo Chávez, o presidente da Venezuela, que é um forte crítico da administração Bush, se ofereceu para enviar combustível barato e equipes de assistência para a região atingida.
Países que foram atingidos pelo Tsunami, no ano passado, também estão oferecendo ajuda aos americanos, como Bangladesh, Sri Lanka, Tailândia e Indonésia.
Até mesmo o Afeganistão, que se recupera de anos de guerra civil e de anos de domínio da milícia Talebã, ofereceu auxílio. O presidente do país, Hamid Karzai, se comprometeu a dar US$ 100 mil para as vítimas do furacão.
A oferta de ajuda também vem de tradicionais aliados dos Estados Unidos, como o Canadá e o México, e das nações da União Européia.