14 de agosto, 2005 - 05h09 GMT (02h09 Brasília)
A organização não-governamental de origem britânica Oxfam acusa o Brasil, entre outros países, de bloquear planos de reforma da ONU com o objetivo de criar mecanismos de ação mais eficazes contra genocídios.
A organização defende que os membros das Nações Unidas se comprometam a agir coletivamente e de forma rápida em casos como o de Ruanda, em 1994, quando algo entre 800 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas em apenas algumas semanas de conflito.
A Oxfam afirma que o Brasil está entre países – como Estados Unidos, Índia e Rússia – que se opõem a um texto “mais forte” na obrigação das nações de protegeram a população civil que seja vítima de um genocídio.
“Pedimos para que os países revejam sua posição e concordem emproteger civis de assassinatos em massa e massacres”, disse a entidade em um comunicado.
A ONG também afirmou que nações como Síria, Cuba e Irã têm mostrado resistência a um texto mais incisivo.
Entre as nações que defendem um texto forte estão Argentina, Ruanda, África do Sul e Canadá.
A entidade está defendendo um novo acordo que obrigue as nações a agirem em casos de genocídio nos quais o governo do país atingido não tome uma atitude.