02 de março, 2005 - 15h58 GMT (12h58 Brasília)
Um juiz que estava trabalhando no julgamento do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein foi morto por pistoleiros na capital iraquiana, Bagdá.
Barwize Mohamed Marwan e seu filho foram baleados na manhã desta quarta-feira quando deixavam a casa onde moravam, disse a polícia do Iraque.
Os nomes dos 20 juízes e dos promotores envolvidos é mantido em segredo para protegê-los.
O assassinato ocorre um dia depois que o tribunal, criado em dezembro de 2003, completou sua primeira investigação e encaminhou para julgamento um dos meio-irmãos de Saddam Hussein, Barzan, por mortes em massa no sul do Iraque em 1982.
O julgamento de Saddam vem sendo adiado por questões de segurança, dizem as autoridades iraquianas.
Informações não confirmadas sugerem que o juiz Marwani pode ter sido morto por motivos pessoais e não por seu trabalho junto ao tribunal, segundo o repórter da BBC na capital iraquiana Jim Muir.
Em incidentes separados, dois carros-bomba explodiram em Bagdá, matando pelo menos 13 pessoas e deixando mais de 30 feridos.
Os insurgentes têm como alvo qualquer pessoa associada às autoridades iraquianas na esperança de minar o governo interino, que tem o apoio dos americanos.
Um dos ataques visou voluntários que estavam tentando se alistar no Exército iraquiano.
Suicida
Pelo menos 6 pessoas morreram e 30 ficaram feridas nesse ataque.
A polícia e testemunhas dizem que um carro se dirigiu até a base militar nas proximidades do antigo aeroporto de al-Muthanna enquanto candidatos a soldados faziam fila do lado de fora.
"Foi um ataque suicida com um carro-bomba", disse a testemunha Hussein Mohammed à agência de notícias France Presse.
"Dois soldados foram lançados aos ares e se chocaram com a rua." Teme-se que o total de mortos no ataque aumente.
O antigo aeroporto abriga bases militares dos Estados Unidos e do Iraque e já foi atacado anteriormente.
No segundo ataque, contra um comboio de soldados iraquianos, pelo menos sete pessoas morreram.
Na segunda-feira, uma grande explosão matou 125 pessoas em Hilla, ao sul de Bagdá, no pior incidente do tipo desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.