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Acusado de revelar segredos de Estado, ex-presidente lituano é inocentado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente da Lituânia, Rolandas Paksas, foi absolvido nesta segunda-feira de acusações de ter revelado segredos de Estado para o empresário de origem russa Yuri Borisov. Paksas se tornou o primeiro chefe de Estado europeu a sofrer impeachment, em abril deste ano, por causa de alegações de envolvimento irregular com Yuri Borisov. Paksas ainda poderá ir a julgamento por causa das acusações de que teria facilitado a retirada da cidadania lituana por Borisov. O empresário russo foi um dos principais patrocinadores da campanha de Paksas a presidente. Paksas, de 48 anos, sempre alegou ser inocente e agora um tribunal na capital, Vilnius, decidiu que não há provas suficientes de que ele tenha revelado segredos de Estado. Sem maioria "Fui retirado do poder e banido pela corte constitucional. Agora, eu tenho provas de que isso não foi justificado", disse Paksas aos repórteres ao deixar o tribunal. "Estou curioso em saber quem esteve por trás disso. Foi, claramente, uma manobra política", completou. Analistas dizem que o descontentamento popular com a classe política teria feito com que o apoio ao Partido Trabalhista, lançado recentemente, aumentasse nas últimas eleições parlamentares. Mas no segundo turno da votação, no domingo, nenhum partido conseguiu uma maioria absoluta para formar um governo. O primeiro-ministro Algirdas Brazauskas disse que irá iniciar negociações para formar uma nova coalizão com os partidos Conservador e União Liberal. O Partido Trabalhista - liderado pelo bilionário de origem russa Viktor Uspaskich - disse que irá formar uma oposição sólida à nova coalizão. |
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