|
Grupo invade Parlamento britânico e interrompe sessão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Comuns, a Casa Baixa do Parlamento britânico, no centro de Londres. O grupo, favorável ao uso de cães de caça, levou a sessão sobre a proibição da prática na Inglaterra e no País de Gales a ser suspensa por 20 minutos. Apesar do incidente, os parlamentares votaram pela proibição por 356 a 166 votos. A invasão aconteceu quando milhares de pessoas protestavam em frente ao Parlamento. Também houve confrontos entre a polícia e os manifestantes. O incidente desta quarta-feira foi uma violação na segurança do Parlamento como nunca havia acontecido e levantou questões sobre a segurança na Câmara dos Comuns. A segurança no Parlamento já tinha sido questionada em maio deste ano, quando um pó roxo foi lançado sobre Blair. Incidente O projeto de proibir o uso de cães de caça é polêmico no país. A caça é tradicionalmente feita por pessoas montadas em cavalos usando matilhas de cães de caça. Quatro dos invasores apareceram por trás da cadeira da presidente da Câmara. O quinto passou pelos seguranças por uma outra entrada. Um dos invasores gritou ao ministro dos Assuntos Rurais, Alun Michael: "Isso não é democracia. Você está arruinando a democracia". A polícia estima que entre 8 mil e 10 mil manifestantes estejam em frente ao Parlamento. Os organizadores dizem que esse número possa chegar a 20 mil. O protesto foi organizado pela Aliança do Campo (Countryside Alliance, em inglês). Carros com policiais foram mandados para a área para dar suporte aos que já estavam no local.
Os manifestantes jogaram garrafas e lançaram fogos de artifício, e alguns foram vistos com sangue em suas cabeças após o confronto com os seguranças. "Eu estava na frente tentando explicar o meu ponto de vista para um policial quando ele me atingiu com o seu bastão", disse Simon Kenney, manifestante de Durham. "Vocês estão prejudicando a nossa causa. Não temos problemas com a polícia", disse um dos organizadores, pedindo calma. Mas os manifestantes continuaram a entrar em conflito com a polícia, gritando slogans contra o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. A ponte de Westminster também foi interditada pelos manifestantes. A maioria deles usava camisetas com uma foto de Blair com chifres de diabo e com os dizeres "Eu continuarei caçando". Lei Os parlamentares chegaram a propor uma moção para adiar a aplicação de qualquer proibição até o final de julho e o começo de agosto de 2006. Mesmo se aprovado, o atraso de dois anos não pode acontecer sem a aprovação da Câmara dos Lordes, que poderia deixar o governo com a opção de uma proibição imediata ou nenhuma proibição.
O ministro de Assuntos Rurais, Alun Michael, disse que seria "perverso" se os lordes e as pessoas favoráveis à caça se opusessem ao adiamento. "Nós queremos dar um pouco de tempo para o senso comum, para que as pessoas cheguem a um acordo, para dar tempo de elas acharem um novo local para os cães de caça, para aceitar mudanças", disse ele. Analistas dizem que o adiamento seria feito para evitar protestos no período que antecede as eleições que devem acontecer no primeiro semestre de 2005. O debate na Câmara dos Lordes deve acontecer em outubro. A Aliança do Campo disse que não faria diferença se houvesse um adiamento antes da implementação da proibição e que planeja mover uma ação legal se a proibição for aprovada usando o Ato Parlamentar. O governo disse que forçaria a aprovação da proibição utilizando o raramente usado Ato Parlamentar mesmo se a Câmara dos Lordes votar contra a Lei, como já aconteceu algumas vezes no passado. O presidente da Liga contra Esportes Cruéis, Douglas Batchelor, disse que ele "não podia ver uma boa razão" para a não implementação da lei. Os ministros pediram que seja aberto um inquérito sobre a invasão do Parlamento. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||