28 de agosto, 2004 - 05h50 GMT (02h50 Brasília)
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que o FBI (a polícia federal americana) está investigando a denúncia de que um analista do Pentágono teria atuado como espião a serviço de Israel.
O FBI acredita que o funcionário do Pentágono tenha dado a Israel acesso a documentos secretos sobre a política americana para o Irã.
A embaixada israelense em Washington negou as alegações, as quais classificou de "completamente falsas e ultrajantes".
"Nós negamos as alegações categoricamente", disse o porta-voz da embaixada israelense em Washington, David Siegel.
A informação sobre a investigação foi, inicialmente, divulgada pela rede de TV americana CBS.
Na reportagem, a CBS afirmou que o analista tinha acesso aos dois mais altos funcionários do Pentágono abaixo de Donald Rumsfeld: Paul Wolfowitz e Douglas Feith.
O canal de TV afirmou ainda que o FBI acredita que o analista tenha espionado para Israel "de dentro do escritório do secretário de Defesa (Donald Rumsfeld)".
Lobby
O suposto espião teria entregado a Israel, no ano passado, o rascunho de um documento presidencial sobre a política americana para o Irã, segundo a CBS, que não revelou o nome das fontes.
"Isso coloca os israelenses - segundo uma de nossas fontes - 'dentro do processo de tomada de decisões' para que eles possam influenciar o resultado desse processo", disse a CBS.
Um funcionário do setor de segurança entrevistado pela agência de notícias Associated Press confirmou que a investigação está sendo feita, mas disse que ninguém foi preso até agora.
O funcionário anônimo também confirma uma alegação da reportagem da CBS que diz que o suposto espião teria passado informações ao grupo American Israel Public Affairs Committee, um grupo de lobby que defende os interesses de Israel.
Um porta-voz do grupo, Josh Block, disse que a acusação "não tem base nenhuma e é falsa".
Ele afirmou que o grupo "não iria perdoar ou tolerar nem por um segundo a violação das leis ou dos interesses americanos".