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FBI investiga suposto 'espião' de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que o FBI (a polícia federal americana) está investigando a denúncia de que um analista do Pentágono teria atuado como espião a serviço de Israel. O FBI acredita que o funcionário do Pentágono tenha dado a Israel acesso a documentos secretos sobre a política americana para o Irã. A embaixada israelense em Washington negou as alegações, as quais classificou de "completamente falsas e ultrajantes". "Nós negamos as alegações categoricamente", disse o porta-voz da embaixada israelense em Washington, David Siegel. A informação sobre a investigação foi, inicialmente, divulgada pela rede de TV americana CBS. Na reportagem, a CBS afirmou que o analista tinha acesso aos dois mais altos funcionários do Pentágono abaixo de Donald Rumsfeld: Paul Wolfowitz e Douglas Feith. O canal de TV afirmou ainda que o FBI acredita que o analista tenha espionado para Israel "de dentro do escritório do secretário de Defesa (Donald Rumsfeld)". Lobby O suposto espião teria entregado a Israel, no ano passado, o rascunho de um documento presidencial sobre a política americana para o Irã, segundo a CBS, que não revelou o nome das fontes. "Isso coloca os israelenses - segundo uma de nossas fontes - 'dentro do processo de tomada de decisões' para que eles possam influenciar o resultado desse processo", disse a CBS. Um funcionário do setor de segurança entrevistado pela agência de notícias Associated Press confirmou que a investigação está sendo feita, mas disse que ninguém foi preso até agora. O funcionário anônimo também confirma uma alegação da reportagem da CBS que diz que o suposto espião teria passado informações ao grupo American Israel Public Affairs Committee, um grupo de lobby que defende os interesses de Israel. Um porta-voz do grupo, Josh Block, disse que a acusação "não tem base nenhuma e é falsa". Ele afirmou que o grupo "não iria perdoar ou tolerar nem por um segundo a violação das leis ou dos interesses americanos". |
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