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Guantánamo: julgamentos são 'inaceitáveis' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O procurador-geral da Grã-Bretanha, Peter Goldsmith, acha que os julgamentos militares de suspeitos de envolvimento com atividades extremistas que estão sendo mantidos na base americana de Guantánamo são inaceitáveis. Em um discurso que deve fazer nesta sexta-feira, mas cujo conteúdo foi divulgado antecipadamente, Goldsmith deve dizer que certos princípios não são negociáveis e que os tribunais estabelecidos pelos Estados Unidos não submeteriam os suspeitos a um julgamento imparcial e justo. O governo britânico já havia manifestado ressalvas em relação aos planos americanos de realizar os julgamentos militares, anunciados em julho passado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Quatro britânicos integram o grupo de cerca de 600 prisioneiros que estão sendo mantidos na base de Guantánamo, em Cuba. Leis internacionais Dois deles foram incluídos na relação de seis pessoas a serem julgadas primeiro, mas eles foram tirados da lista por causa da continuidade das discussões entre as autoridades britânicas e americanas quanto ao destino deles. Outros cinco britânicos foram liberados de Guantánamo em março, retornando à Grã-Bretanha e sendo libertados em seguida. Tanto Goldsmith quando o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, haviam dito antes que os Estados Unidos ou deveriam julgar os britânicos em Guantánamo de acordo com as leis internacionais ou deveriam entregá-los a Grã-Bretanha. “Ainda que nós tenhamos que ser flexíveis e estar preparados para aprovar determinadas limitações de direitos fundamentais se apropriadamente justificadas, há certos princípios que não podem ser modificados”, diz o texto do discurso de Goldsmith. “Julgamento justo é um deles – e essa é a razão pela qual a Grã-Bretanha não vem aceitando os tribunais militares dos Estados Unidos propostos para aqueles detidos na Baía de Guantánamo, (considerando que eles não) oferecem garantias suficientes de um julgamento justo, de acordo com os parâmetros internacionais.” |
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