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Atualizado às: 25 de fevereiro, 2004 - 19h02 GMT (16h02 Brasília)
 
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Turcomenistão proíbe jovens de ter barba ou cabelo comprido
 

 
 
As leis de Niyazov invadem cada vez mais a privacidade das pessoas
As leis de Niyazov invadem cada vez mais a privacidade das pessoas
O presidente do Turcomenistão, Saparmunt Niyazov, passou um decreto proibindo que os jovens do país usem barba ou cabelos compridos.

O presidente disse que o Ministério da Educação do país deve verificar o tamanho dos cabelos das pessoas uma vez que "a questão é importante" entre os jovens.

Os cavanhaques estão atualmente na moda na capital, Ashgabat, e esses serão provavelmente os primeiros a serem barbeados.

Além disso, decretos recentes do presidente do Turcomenistão proibiram as pessoas de ouvir rádio no carro ou fumar na rua, e os espetáculos de ópera e balé foram proibidos sob a justificativa de que são "desnecessários".

A gestão de Niyazov na ex-república soviética da Ásia Central sempre foi considerada autoritária, mas esse último decreto elevou a um nível inédito o grau de intervenção do Estado na vida privada das pessoas.

O presidente Niyazov apareceu na televisão dizendo que os homens não podiam mais deixar crescer os seus cabelos e que as barbas não seriam permitidas, pelo menos entre os jovens. Ele não deu nenhuma razão para o decreto, mas isso não é incomum no Turcomenistão.

Nesta parte do mundo, as decisões referentes aos cabelos estão geralmente ligadas ao Islã, de alguma forma. Nesse caso, no entanto, o decreto parece ter sido dirigido contra qualquer tipo de individualismo.

Essas novas leis levam a uma comparação entre o Turcomenistão e a Albânia dos anos 70 sob Enver Hoxha, que também fez grandes listas de coisas ilegais, incluindo barbas.

O presidente Niyazov, além disso, acaba de determinar que os locais públicos e os ministérios tenham monotores de vídeo para, segundo ele, proteger as pessoas.

O Turcomenistão está mais do que nunca isolado do mundo exterior, e há pouco controle sobre o estilo de governo de Niyazov.

No domingo, ele vai demitir 15 mil enfermeiros e outros trabalhadores da saúde para os substituir por recrutas do Exército.

 
 
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