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Atualizado às: 19 de janeiro, 2004 - 10h39 GMT (08h39 Brasília)
 
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Embaixada de Israel na Suécia recebe ordem de despejo após polêmica
A instalação feita pelo artista Dror Feiler
Feiler contempla sua obra no museu em Estocolmo
 

O proprietário do edifício da Embaixada de Israel na Suécia pediu ao governo israelense que procure outro imóvel para abrigar a sua representação no país.

A informação foi dada à Rádio Israel pelo embaixador israelense na Suécia, Zvi Mazel. Ele está no epicentro de uma polêmica no país depois de ter vandalizado uma obra de arte que exibia a foto de uma mulher-bomba palestina.

O proprietário do imóvel, que há 50 anos serve de sede para a embaixada israelense em Estocolmo, afirma "temer pela segurança dos outros inquilinos" que ocupam o edifício após o escândalo.

Israel disse que já começou a procurar um novo lugar para a sua embaixada.

Artista

O artista cuja obra no Museu Nacional de Estocolmo foi vandalizada pelo embaixador de Israel qualificou o episódio de uma "atitude estúpida".

Dror Feiler, israelense naturalizado sueco, disse que a iniciativa do embaixador Zvi Mazel apenas aprofunda o conflito do Oriente Médio.

Ele criticou também o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, por ter dado apoio à ação do embaixador.

Mazel jogou uma luminária contra a obra, provocando um curto-circuito, e disse que a instalação é "um chamado ao genocídio".

Depois do incidente, ele foi expulso do museu onde a obra está em exibição.

Conciliação

Israel pediu ao governo sueco que desmonte a instalação, que tem um barco flutuando em uma poça de líquido vermelho.

Na vela do barco está a foto de Hanadi Jaradat, uma estagiária de advocacia de 29 anos que, em outubro, se matou em um ataque suicida em um restaurante em Haifa, Israel. Outros 19 israelenses morreram.

Mas o artista Dror Feiler rejeitou as críticas a seu trabalho, dizendo que ele tem uma mensagem de abertura e conciliação.

"Sou totalmente contrário a atentados suicidas", afirmou.

Feiler chamou o embaixador de "anão intelectual", que tentou "interromper a liberdade de expressão e a livre expressão artística".

O Ministério das Relações Exteriores da Suécia convocou Mazel a dar explicações por seus atos nesta segunda-feira.

 
 
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