Soldados americanos prenderam mais de 70 suspeitos de fazerem parte da resistência iraquiana, incluindo um líder de uma milícia guerrilheira, em uma operação ao norte de Bagdá nesta terça-feira.
Segundo a porta-voz da 4ª Divisão de Infantaria do Exército americano, Josslyn Aberle, os homens foram presos durante a madrugada de segunda-feira em Samarra.
Um dos prisioneiros faz parte da liderança da milícia Fedayeen, que teria ajudado a financiar ataques contra americanos.
Essa milícia é formada por partidários do líder capturado Saddam Hussein e, segundo militares americanos, a prisão deste integrante ocorreu depois deles terem recebido informações de fontes iraquianas.
Emboscada
Ainda em Samarra, na mesma operação durante a madrugada de segunda-feira, forças dos Estados Unidos no Iraque mataram 11 supostos militantes que estariam realizando uma emboscada contra um comboio militar americano.
Nenhum americano foi ferido no confronto com os iraquianos, ocorrido a 100 km de Bagdá.
Em outros incidentes, soldados americanos teriam matado cinco manifestantes iraquianos que estavam protestando contra a prisão do ex-presidente Saddam Hussein, nas cidades de Ramadi e Falluja.
Especialmente nessa área, conhecida como "cinturão sunita", um reduto de simpatizantes de Saddam, manifestantes vêm tomando as ruas com fotografias e cartazes em favor do presidente deposto.
Competição
Na noite de segunda-feira, violentos protestos explodiram. Em Falluja, centenas de moradores invadiram os escritórios do prefeito apontado pelos americanos.
Uma pessoa morreu.
Na cidade-natal do ex-ditador, Tikrit, cerca de 700 pessoas foram ao centro, entoando os cantos "Saddam está em nossos corações, Saddam está em nosso sangue".
Isso levou os americanos a gritarem de volta: "Saddam está em nossa prisão", segundo a agência de notícias Associated Press.