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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 12h22 GMT (10h22 Brasília)
 
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Embargo contra Al-Qaeda fracassou, diz estudo da ONU
Maior controle das atividades financeiras
Embargo internacional contra a Al-Qaeda não estaria funcionando e precisaria ser revisto.
 

Um estudo confidencial da Organização das Nações unidas (ONU) vazado para a imprensa diz que as tentativas de cortar o financiamento da rede Al-Qaeda fracassaram.

O relatório culpa a cooperação inadequada, as brechas na lei e a falta de determinação política de governos envolvidos, segundo o jornal britânico Financial Times.

O estudo diz que o embargo internacional contra a Al-Qaeda não está funcionando e precisa ser revisto. De acordo com o documento, dois suspeitos de financiar a rede de terrorismo ainda estariam ativos na Itália e na Suíça.

O jornal publica informações de que apesar de existir um sistema de checagem financeira para impedir as atividades de terroristas, muitos países não estão compartilhando informações.

Instituições de caridade

Desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, os países devem submeter à ONU uma lista de indivíduos e organizações com ligações terroristas.

Mas, segundo o relatório, muito países não seguem tal procedimento e ficam relutantes em apreender propriedades e negócios, diz o Financial Times.

A reportagem do jornal ainda diz que instituições de caridade suspeitas de terem ligações com a rede Al-Qaeda permanecem ativas e difíceis de serem controladas por causa de seus envolvimentos com trabalhos humanitários.

O relatório também citaria o caso de Youssef Nada e Idris Nasredin, diretores da Al-Taqwa, grupo que Washington acredita ser um dos financiadores da rede Al-Qaeda.

Há informações de que os dois homens manteriam interesses comerciais e propriedades na Itália e na Suíça, embora tenham sido chamados de "financiadores do terrorismo".

Segundo o documento, Youssef Nada, que nega ligações com grupos extremistas, teria visitado Lichtenstein, em janeiro, mesmo tendo sido banido de viajar sob restrições da ONU. Ele ainda teria tentado registrar pela segunda vez duas empresas ligadas à Al-Taqwa.

Tais exemplos "refletem as fraquezas graves e contínuas sobre o controle dos negócios e ativos, além das contas bancárias", diz o documento.

 
 
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