O governo da Tanzânia proibiu comerciantes do país de importarem cuecas e calcinhas usadas.
O diretor da agência reguladora da indústria e do comércio, Daimon Mwakyembe, disse que a decisão foi tomada por causa do risco dos compradores contraírem doenças de pele.
Mas comerciantes reagiram mal à proibição, alegando que não há prova de que essas peças de roupa passam doenças.
Ibrahim Jumanne, um vendedor de roupas usadas da cidade de Dar es Salaam, disse à BBC que aconselha os seus clientes a tomar certos cuidados quando compram cuecas, calcinhas, sutiãs e meias usadas.
"Os exportadores dizem que as roupas foram desinfectadas, mas nós normalmente orientamos nossos clientes a lavá-las em água quente antes de usá-las", diz Ibrahim.
"As roupas de baixo geralmente chegam em mau estado", admite o comerciante.
'Luxo'
Um outro comerciante que não quis se identificar disse discordar da decisão porque, segundo ele, roupas de baixo novas são um luxo para muitas pessoas na Tanzânia.
"Roupa de baixo usada é tudo que as pessoas pobres podem comprar."
Outro vendedor, Abdallah Umbe, disse que o governo deveria se preocupar em inspecionar outros setores.
"Diga à TBS (Tanzanian Bureau of Standards, agência reguladora) que isso não é comida. Eles deveriam se preocupar em inspecionar alimentos importados."