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Guerra deste ano 'matou 13 mil iraquianos'
Cerca de 13 mil iraquianos – dos quais 4,3 mil eram civis – morreram durante a principal fase de combates na guerra do Iraque, segundo um instituto de pesquisa americano. As estimativas têm como base dados dos próprios Estados Unidos, relatos de jornalistas que estavam nos campos de batalha e levantamentos feitos nos hospitais iraquianos. O grupo afirma que, apesar de armas de grande precisão terem sido usadas no conflito, mais civis morreram na guerra em março e abril deste ano no Iraque do que durante a Guerra do Golfo, em 1991. O comando militar americano não publicou detalhes sobre a morte de iraquianos em nenhuma das duas ocasiões. Não-combatentes O estudo feito pelo Projeto de Defesas Alternativas (PDA), com sede em Cambridge, Massachusetts, diz respeito a um período que vai de 19 de março ao fim de abril deste ano. Ele afirma que, no mínimo, 11 mil iraquianos foram mortos na guerra e, no máximo, 15 mil. Calculando a média entre esses dois valores, os pesquisadores chegaram a estimativa final de cerca de 13 mil mortos. Segundo o PDA, por volta de 30% das vítimas eram não-combatentes. O estudo afirma que 3,5 mil civis morreram na Guerra do Golfo - conflito em que perderam a vida entre 20 mil e 26 mil soldados. "Uma das premissas da tese da 'nova guerra' é que tecnologias de alta precisão e técnicas de combate permitiriam aos Estados Unidos guerrear deixando um número muito baixo de mortos – especialmente em se tratando de civis", dizem os autores do estudo. "Embora a operação Liberdade Iraquiana tenha sido usada para exemplificar a 'nova guerra', ela não serve para sustentar essa tese no que diz respeito às baixas entre civis." |
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