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'Matar Arafat é uma das opções', diz ministro de Israel

O vice-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou neste domingo que seu governo está analisando o assassinato do líder palestino, Yasser Arafat, como uma das opções para "removê-lo" do país.

Duarante uma entrevista à Rádio Israel, Olmert disse: "Matá-lo é definitivamente uma das opções".

O negociador-chefe da Autoridade Palestina, Saeb Erekat, afirmou que os comentários do ministro são de "estilo mafioso" e inapropriados para um governo.

Na semana passada, o gabinete de segurança israelense anunciou ter concordado "em princípio" em "remover" Arafat.

Mas de acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Nick Thorpe, o significado da palavra "remover" teria sido deixado deliberadamente em aberto.

Pista

De acordo com o vice do primeiro-ministro Ariel Sharon, Arafat é um "assassino". Após a reunião de gabinete, realizada neste domingo, o governo não deu nenhuma pista de quando tomaria qualquer providência contra o líder palestino.

A ameaça de Israel de expulsar Arafat dos territórios palestinos provocou críticas em nível internacional, incluindo uma advertência do Conselho de Segurança da ONU para que o país não implemente a decisão.

Na segunda-feira, representantes do Conselho de segurança se reunirão em Nova York para ouvir um relatório do enviado da organização ao Oriente Médio, Terje Roed-Larsen. Logo depois, o Conselho realizará um debate aberto a todos os países-membros da ONU.

O governo dos Estados Unidos afirmou que a proposta de expulsão de Arafat não ajudaria. Já a Rússia e a União Européia - que patrocinam o plano de paz para o Oriente Médio - afirmam que a decisão seria um erro terrível e grave.

Mas de acordo com o governo israelense, Arafat é pelo menos indiretamente o responsável pelos ataques contra civis. Segundo Israel, o líder palestino também bloqueia esforços de paz.

Ahmed Qurei, que foi indicado para o cargo de primeiro-ministro palestino, disse que suspendeu a tentativa de formar um novo governo porque a decisão de Israel de expulsar Arafat ameaçou a estabilidade de toda a região.