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Atualizado às: 27 de agosto, 2003 - 15h38 GMT (12h38 Brasília)
 
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Brasil diz que EUA e Europa têm que abrir mercados
 

 
OMC
Subsídios de EUA e Europa à agricultura são um dos maiores obstáculos das negociações

O chefe da missão brasileira em Genebra, onde fica a sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), Luiz Felipe de Seixas Corrêa, afirmou que o Brasil quer que os países desenvolvidos abram seus mercados agrícolas para a concorrência.

O governo brasileiro, no entanto, descarta deixar desprotegidos os setores de indústria e serviços, de acordo com Seixas Corrêa em entrevista à BBC Brasil.

O embaixador disse que o Brasil e outros países em desenvolvimento querem que os Estados Unidos e a União Européia acabem com os subsídios agrícolas, mas em contrapartida as nações ricas pedem mais abertura na indústria e nos serviços.

"(O Brasil) não tem ainda condições de concorrer (nos setores industriais e de serviços) com países industrializados, mas está adquirindo esta capacidade e para isso depende de um nível adequado de proteção. Isso é um instrumento comercial legítimo", disse o diplomata.

Segundo Seixas Corrêa, o governo brasileiro quer que o país seja equilibrado. "Nosso desenvolvimento tem de se dar em todas as áreas de atividade econômica."

Equilíbrio

Seixas Corrêa argumenta que o Brasil e outros países em desenvolvimento já abriram muito seus mercados sem a contrapartida da abertura agrícola pelos países desenvolvidos.

"A comparacão não faz nenhum sentido na prática porque os graus de proteção são muito diferentes", disse.

"Uma coisa é proteger e outra é deixar o mercado fechado, como fazem os Estados Unidos e a Europa com a agricultura."

O embaixador também diz que é uma "falácia" dizer que os países em desenvolvimento têm o mercado de produtos manufaturados completamente aberto.

"As tarifas (de importação) dos países desenvolvidos são baixas, mas eles usam muitos artifícios para protegerem diversos setores, como por exemplo, o de siderurgia e o de produtos têxteis"

Alianças

Seixas Corrêa acredita que o Brasil está hoje em uma posição única na história no que diz respeito à formação de alianças com o mundo em desenvolvimento.

O embaixador diz que há muito tempo a política externa brasileira busca tais alianças mas admite que as posições do governo Lula foram decisivas para um acordo amplo, que está envolvendo 20 países nas discussões da OMC.

"Não há duvida de que a ênfase toda especial que o governo Lula está dando aos países sul-americanos foi essencial para o acordo que conseguimos fechar nos últimos dez dias aqui em Genebra envolvendo o eixo sul-americano e outros grande países em desenvolvimento, como a Índia e a África do Sul", disse.

"Não estamos lidando com uma coisa trivial e qualquer coisa que se decida aqui terá conseqüencias profundas para gerações futuras na distribuição de riqueza no mundo."

Atração

Mas Seixas Corrêa admite que não é fácil conseguir unir países em desenvolvimento quando as grandes potências estão em posição de oferecer ganhos mais imediatos.

"O potencial de atração das grandes potências é enorme e muitos países podem se sentir tentados pelos ganhos de curto prazo abandonando objetivos mais longos, mas desta vez acho que podemos conseguir (uma união mais firme)."

 
 
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