Obama acusa Rússia por violência na Ucrânia

  • 28 agosto 2014
Barack Obama | Crédito: AFP
Presidente dos Estados Unidos descartou resposta militar ao conflito na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou nesta quinta-feira a Rússia de ser responsável pela violência no leste da Ucrânia.

Obama afirmou que o conflito não era resultado de um levante "originado localmente", mas de "um envolvimento profundo" do governo russo.

Ele afirmou que imagens de satélite recentes mostrando forças russas dentro da Ucrânia deixaram o papel de Moscou "à mostra para o mundo ver".

A Rússia nega as acusações da Otan de que mais de 1 mil militares russos estão lutando junto a separatistas no leste ucraniano. Segundo Moscou, a Ucrânia está atacando o seu próprio povo.

A Otan deve realizar um encontro de emergência nesta sexta-feira para discutir os novos desdobramentos do confronto.

A reunião vai ocorrer após outro encontro de emergência, realizado nesta quinta-feira, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York.

Há poucos dias, separatistas pró-Rússia abriram um novo front no conflito, tomando o controle da cidade litorânea de Novoazovsk, no sudeste da Ucrânia.

A ofensiva levantou temores de que o Krelim esteja querendo criar um corredor entre a Rússia e a península da Crimeia – território anexado pela Rússia da Ucrânia após um referendo em março deste ano.

"Não há dúvida de que isso [a crise] não é um levante local originado no leste da Ucrânia", afirmou Obama em entrevista coletiva a jornalistas.

"A Rússia é responsável pela violência no leste da Ucrânia. A violência é encorajada pela Rússia. Os separatistas são treinados pela Rússia, são armados pela Rússia e financiados pela Rússia. A Rússia vem deliberada e violentamente violando a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e as novas imagens das forças russas dentro da Ucrânia deixam isso à mostra para o mundo ver", acrescentou o presidente americano.

No entanto, Obama descartou novamente uma resposta militar dos Estados Unidos.

Ele afirmou que a Rússia poderia sofrer "mais perdas e consequências" de suas ações na Ucrânia. Ele deve discutir a crise com líderes europeus em uma cúpula da OTAN no Reino Unido na próxima semana.