Dez dias de Copa: Zebras, surpresas e decepções

  • 21 junho 2014
Holanda vence Espanha por 5 a 1 | Crédito: Getty
Vitória holandesa desorientou espanhóis, que perderam segundo jogo e acabaram desclassificados

A Copa do Mundo começou há dez dias com grandes surpresas, mas também com grandes decepções. Confira.

Surpresas

Costa Rica

Uma das maiores surpresas dessa Copa até agora é, sem dúvida, a Costa Rica.

O país da América Central, cuja área equivale à do Estado da Paraíba, caiu no grupo D, o temido "grupo da morte", formado também por três campeões do mundo: Uruguai, Inglaterra e Itália.

No primeiro jogo, contra o Uruguai ─ que terminou em quarto lugar no último Mundial ─ a seleção costarriquenha começou perdendo, mas, sem se intimidar, mostrou perseverança ao virar o jogo e ganhar por 3 a 1.

Na última sexta-feira, outra vitória, por 1 a 0 contra a tetracampeã mundial Itália, colocou o time antecipadamente nas oitavas e consagrou a equipe comandada por Jorge Luis Pinto como a 'zebra' desta Copa.

Número de gols

O primeiro gol da Copa do Mundo saiu em apenas 11 minutos – um gol contra, marcado pelo zagueiro brasileiro Marcelo no jogo contra a Croácia.

A partir de então, as redes balançaram muitas e muitas vezes.

A média por partida está na casa dos três gols - o maior patamar desde 1958. Isto vem conferindo maior dinamismo aos jogos, especialmente depois do último Mundial, na África do Sul.

Guillermo Ochoa

O goleiro mexicano foi alçado à condição de herói nacional após fazer defesas espetaculares no jogo contra o Brasil, que terminou empatado em 0 x 0, na última terça-feira, em Fortaleza.

Aos 28 anos, Guillermo Ochoa está atualmente sem clube após deixar o Ajaccio, time francês da segunda divisão.

Ao defender uma cabeçada de Neymar, Ochoa chegou a ser comparado por usuários do Twitter com o goleiro inglês Gordon Bank, que salvou um gol de Pelé na Copa de 1970.

Spray marcador | Crédito: Getty
Spray marcador está sendo usado pela primeira vez em Copa do Mundo

Spray marcador

O spray, que já é empregado há bastante tempo em jogos na América do Sul, fez finalmente a sua estreia na Copa do Mundo.

A substância é usada por juízes para marcar a posição da bola para cobrança de faltas perto da grande área, além de determinar a distância da barreira.

O spray desaparece depois de poucos minutos e foi bastante elogiado por torcedores.

Uma pessoa, no entanto, parece não ter gostado muito da inovação: o zagueiro da Holanda Bruno Martins Indi, que reclamou que suas chuteiras ficaram sujas de branco.

Decepções

Espanha

Os atuais campeões mundiais estrearam na Copa do Mundo após seis anos no topo do ranking mundial, tendo ganhado três grandes torneios consecutivos – os campeonatos europeus de 2008 e 2012 e o Mundial de 2010.

Tudo parecia conspirar a favor da "Fúria", mas o que aconteceu no jogo de estreia, contra a Holanda, deixou estupefatos os mais de 50 mil torcedores que lotavam a Arena Fonte Nova, em Salvador.

Os holandeses vingaram a derrota que lhe negou o título no último mundial.

A desforra veio em forma de (muitos) gols. A Espanha caiu diante da Holanda por 5 a 1 – a pior derrota de um campeão mundial na estreia de uma Copa do Mundo.

Desorientada, voltou a perder, por 2 a 0 para o Chile na segunda partida, e acabou sendo desclassificada mais cedo.

Arbitragem

Em pouco mais de uma semana, o desempenho de alguns árbitros já é motivo de duras críticas.

A primeira polêmica ocorreu logo no jogo de abertura, quando o árbitro japonês Yuichi Nishimura anotou um discutível pênalti a favor do Brasil, convertido por Neymar.

O brasileiro Fred alegou que foi puxado pelo zagueiro croata Dejan Lovren na pequena área, apesar de o replay mostrar que houve pouco contato entre os jogadores.

Revoltado com a arbitragem, o técnico da Croácia, Niko Kovac, declarou após o fim da partida que seu time deveria "desistir e voltar para casa". Já Lovren afirmou que Nishimura não deveria estar apitando numa Copa do Mundo.

Outra polêmica envolveu o árbitro italiano Nicola Rizzoli, que marcou um pênalti a favor da Espanha no jogo contra a Holanda, embora o replay tenha mostrado que o atacante Diego Costa, brasileiro que defendeu a Fúria nesta Copa, tenha pisado na perna do holandês Stefan de Vrij para logo depois cair.

Tecnologia de validação de gols

A tecnologia de validação de gols, que também fez sua estreia nesta Copa, tornou-se o centro das atenções após causar confusão durante a vitória de 3 a 0 da França sobre Honduras.

O recurso foi usado pela primeira vez para ajudar a confirmar um gol da França contra Honduras.

Aos 3 minutos do segundo tempo, o atacante francês Karim Benzema bateu cruzado e a bola acertou a trave do gol hondurenho para depois caminhar por cima da linha, bater no goleiro Valladares e balançar as redes por muito pouco.

No lance, a câmera teve de ser acionada duas vezes para validar o segundo gol francês, confundindo juízes e torcedores no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Indiferença de Messi

Ao passar pelo túnel do Maracanã, pouco antes da partida contra a Bósnia e Herzegovina, o craque argentino ignorou um pequeno fã, que lhe estendeu a mão.

Nas redes sociais, usuários não pouparam o atacante, criticando-o sem pudor. Questionado sobre o episódio, Messi alegou que não viu menino.

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