'Educação e saúde tiveram 212 vezes mais recursos que estádios', diz Dilma

  • 10 junho 2014
Dilma Rousseff (AFP)

A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta terça-feira as críticas aos gastos públicos com a Copa do Mundo e disse que os ganhos com o torneio serão permanentes.

Em discurso em cadeia nacional de TV na véspera da abertura do Mundial, na quinta-feira, Dilma afirmou que os recursos públicos para os estádios do torneiro somaram R$ 8 bilhões.

Já os investimentos dos governos federal, estaduais e municipais entre 2010 – ano em que começaram as obras nos estádios – e 2013 alcançaram R$ 1,7 trilhão, número 212 vezes maior.

A presidente não esclareceu se esse montante (R$ 1,7 trilhão) inclui os gastos de todos os Estados e municípios da federação com educação e saúde, ou apenas os dos que sediarão jogos da Copa.

Segundo ela, defender que os gastos da Copa deveriam ter sido investidos em educação e saúde é um "falso dilema".

"É preciso olhar os dois lados da moeda: a Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país", disse a presidente. "É fator de desenvolvimento econômico e social. Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos".

Dilma voltou ainda a afirmar que as obras de infraestrutura para a Copa "não voltarão na mala dos turistas". "Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida".

A presidente pediu aos brasileiros que tratem bem os turistas estrangeiros, "retribuindo agora a generosidade com que sempre fomos tratados" em Copas em outros países.

"Amigos de todo o mundo: cheguem em paz! O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês".

Ao encerrar seu discurso, voltou a pedir tranquilidade nas ruas, ainda que indiretamente: "Viva a paz, viva a Copa, viva o Brasil!"

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