MoMA tem primeira grande retrospectiva de Lygia Clark nos EUA

9 maio 2014 Atualizado pela última vez 06:23 (Brasília) 09:23 GMT

Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira.
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
A primeira grande retrospectiva dedicada à artista plástica brasileira Lygia Clark em um museu americano será aberta no dia 10 de maio no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. A exposição apresenta 300 obras reunidas de coleções públicas e privadas e organizadas de forma cronológica. Acima, Lygia Clark em seu estúdio no Rio, nos anos 1950. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
“Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988” (“Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988”) aborda todas as fases da carreira da brasileira morta em 1988, que se tornou referência para artistas na exploração dos limites das formas convencionais de arte. A obra Sem título é de 1952. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
A exposição é dividida em três grandes temas: abstração, neoconcretismo e abandono da arte. Na primeira fase, estão as pinturas e desenhos do fim dos anos 1940 e dos anos 1950, com a exploração dos limites entre pintura e moldura. É desse período Superfície Modulada no. 9, de 1957. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
A seguir, estão os trabalhos do período do neoconcretismo, movimento artístico de vanguarda brasileiro do fim dos anos 1950. As esculturas manipuláveis da série Bichos, dos anos 1960, marcam o início da participação ativa do espectador na obra de Lygia Clark. Acima, Relógio de Sol, de 1960. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
Nascida em Belo Horizonte, em 1920, Lygia Clark construiu sua carreira no Rio e em Paris. “Enquanto o legado de Clark no Brasil é profundo, esta exposição chama atenção internacional para seu trabalho”, diz o curador de arte latino-americana do MoMA, Luis Pérez-Oramas. Trepante, versão 1, é de 1965. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
A parte final da exposição aborda o período a partir dos anos 1970, quando ela passou a se dedicar a obras que incluíam a participação ativa do público, acabando com a distinção entre artista e espectador. Na foto, Óculos, de 1968. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro) Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro. © 2014 Eduardo Clark
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
Lygia Clark parou de se definir como artista e passou a se concentrar no desenvolvimento de experiências sensoriais e seu uso terapêutico. Na foto, ela veste Máscara Abismo com tapa-olhos, de 1968. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
Estão expostos vários desses objetos sensoriais, que eram aplicados diretamente no corpo dos participantes. A imagem mostra Diálogo de mãos, de 1966, objeto feito com elástico, provavelmente sendo usado por Lygia Clark e Hélio Oiticica. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
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Além de vídeos com imagens da época, os visitantes contam com a ajuda de monitores especialmente treinados para reproduzir as experiências sensoriais. Acima, Ping-pong, de 1966, composto por bolas de pingue-pongue e um saco plástico. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)
Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira
A exposição fica em cartaz até 24 de agosto. O MoMa organizou também uma programação paralela, que inclui uma mostra de filmes experimentais brasileiros dos anos 1960 e 1970. A foto mosta Lygia Clark em seu estúdio em Paris, em 1969, trabalhando em Arquitetura Biológica II. (Crédito: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro)