MH370: drone submarino fará buscas no fundo do mar

  • 14 abril 2014
Bluefin-21 | Getty Images
MIssão com o Bluefin-21 vai começar 'o mais rapidamente possível'

Equipes que buscam pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março, vão enviar pela primeira vez um veículo submarino autônomo para procurar destroços da aeronave no fundo do mar.

O chefe da missão, o marechal australiano Angus Houston, disse que a operação com o Bluefin-21 vai começar "o mais rapidamente possível".

Houston acrescentou que o fato de que novos sinais acústicos da caixa-preta não tenham sido detectados desde o dia 8 de abril faz com que as buscas passem agora para debaixo da superfície.

O Bluefin-21 tem quase cinco metros de comprimento e a vai elaborar um mapa sonar do leito do mar na região de buscas definida pelos "pings" detectados na semana passada.

Autoridades acreditam que estes sinais, identificados pelo "towed ping locator" (localizador de ping rebocado) instalado no navio australiano Ocean Shield, são compatíveis com ruídos emitidos por caixas-pretas.

"A análise de quatro sinais permitiu a definição de uma área de buscas mais reduzida e manejável", disse Houston.

Processo 'longo de doloroso'

O marechal advertiu que as buscas com o Bluefin serão um processo "longo e doloroso", que, no final, poderá não surtir resultados.

Cada missão do Bluefin-21 vai durar ao menos 24 horas, das quais 16 horas serão gastas no fundo do mar, quatro para chegar até o local e voltar à superfície e mais quatro para baixar as informações recolhidas.

A aeronave fazia a rota de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China, quando desapareceu, no último dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo.

Tudo indica que o avião caiu no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi achado.

As buscas envolvem mais de 20 países e estão sendo comandadas pela Austrália e coordenadas a partir da cidade australiana de Perth.

Além dos sinais, o Ocean Shield também identificou uma mancha de óleo na mesma área onde os sinais foram ouvidos. Uma amostra do material foi enviada para teste.

Autoridades ainda não sabem porque o avião foi desviado de sua rota original e correm contra o tempo para recuperar a caixa-preta, cujas baterias expiram em cerca de 30 dias. Desde que o avião sumiu já se passaram 36 dias.

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