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Austrália inicia buscas por 'melhor pista' de avião desaparecido

Atualizado em  20 de março, 2014 - 14:05 (Brasília) 17:05 GMT
Buscas pelo voo MH370

Austrália, Noruega, Estados Unidos e Nova Zelândia buscam por objetos presentes em imagens de satélite

Autoridades australianas estão investigando dois objetos vistos por satélite que podem estar ligados ao desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines.

O avião decolou em 8 de março de Kuala Lampur rumo a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo e perdeu contato com a torre de controle quando sobrevoava o Mar do Sul da China, na divisa dos espaços aéreos da Malásia e do Vietnã.

Nesta quinta-feira, autoridades do país afirmaram que este objetos podem ser a "melhor pista" do que aconteceu com o aeronave.

Um navio da Noruega se juntou aos aviões da Austrália, Nova Zelândia e dos Estados Unidos nas buscas pelos objetos em uma área localizada a cerca de 2,5 mil quilômetros da cidade de Perth, na costa sudoeste australiana.

As buscas foram interrompidas com o cair da noite, sem que os objetos tenham sido avistados.

Segundo as equipes envolvidas, o mau tempo tem prejudicado seu trabalho e esperam retomá-lo na sexta-feira.

Imagens de satélite

Objetos encontrados no mar | Amsa

Fotos de possíveis destroços divulgadas pela Autoridade de Segurança Marítima da Austrália

Mais cedo, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, anunciou a presença destes dois objetos em imagens de satélite do mar feitas em 16 de março.

"A Autoridade de Segurança Marítima Australiana (Amsa) recebeu informações com base em dados de satélite sobre objetos que possivelmente estão relacionados às buscas", disse Abbott.

"Após análises destas imagens por especialistas, dois objetos potencialmente ligados à aeronave foram identificados".

Segundo o diretor da Amsa, John Yong, os objetos seriam de um tamanho "razoável". Um deles teria cerca de 24 metros.

Mapa de área de buscas | Amsa

Buscas pelos objetos se concentram em área a 2.500 km da costa australiana

"Os objetos são relativamente diferentes e têm afundado e retornado à superfície", afirmou Yong.

"Estas são provavelmente as melhores pistas que temos agora. Mas precisamos chegar até lá, encontrá-las, vê-las e avaliá-las para saber se realmente são significativas ou não", acrescentou Young, alertando que a baixa visibilidade na área pode atrapalhar as buscas.

A Amsa disse ter coberto uma área de 23 mil km² nesta quinta-feira, mas que o mar turbulento e os ventos fortes dificultaram as buscas.

Sinal positivo

A Austrália informou as autoridades malaias sobre os novos desdobramentos nas investigações.

"Nós temos seguido todos os passos e desta vez eu espero que seja um sinal positivo", disse o ministro interino do Transporte da Malásia, Hishammuddin Hussein.

John Young

Chefe de órgão marítimo disse que mau tempo atrapalha buscas

Segundo autoridades malaias, após sumir das telas de controle de tráfego aéreo, a aeronave teria então seguido para oeste e sua última posição, de acordo com radares militares, teria sido detectada quando sobrevoava o Estreito de Malaca, na direção oposta a seu plano de voo.

Investigadores indentificaram dois corredores de território onde as buscas deveriam ser realizadas – um ao norte e outro ao sul - para tentar abranger todas as possíveis posições do avião até sete horas após a decolagem.

No início desta semana, a Malásia pediu à Austrália que ficasse responsável pelas buscas no "corredor sul".

Atualmente, 26 países estão envolvidos na procura por sinais do voo MH370.

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