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Área potencial de buscas por avião desaparecido chega a seis Brasis

Atualizado em  14 de março, 2014 - 13:22 (Brasília) 16:22 GMT
Homem busca por avião desaparecido (AFP)

Falta de informações concretas dificulta a busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines

As buscas pelo avião da Malaysia Airlines desaparecido há quase uma semana podem potencialmente envolver uma área equivalente a seis vezes o tamanho do Brasil, caso seja comprovada a tese de que a aeronave voou por até cinco horas após ter sumido das telas dos radares dos controladores de voo.

O cálculo é baseado na estimativa do percurso que a aeronave teria percorrido nesse tempo feita pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), que levantou a hipótese na última quinta-feira.

A possibilidade foi negada pouco depois pelas autoridades malaias, mas novas fontes não-oficiais reforçaram a hipótese nesta sexta-feira.

O ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, anunciou que a área de buscas foi novamente ampliada, mas negou que a decisão havia sido tomada a partir destas informações. Ele não especificou a nova área total de buscas.

Europa e América

O Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines desapareceu por volta de 1h30 do horário local no sábado (14h30 de sexta-feira em Brasília), uma hora após decolar do aeroporto de Kuala Lumpur em direção a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo.

As últimas comunicações entre o avião e as torres de controle não indicavam problemas com a aeronave.

Equipes vasculham as águas de ambos os lados da península da Malásia, em meio à confusão de informações e hipóteses sobre o que poderia ter ocorrido ao avião.

Segundo autoridades não-identificadas, a aeronave teria emitido sinais a satélites por até cinco horas depois do seu sumiço. No entanto, investigadores disseram que os dados não são conclusivos.

De acordo com o WSJ, o avião poderia ter voado por mais 2,2 mil milhas náuticas após sumir. Assim, teria coberto uma distância suficiente para alcançar Pequim, na China, Nova Déli, na Índia, ou a costa norte da Austrália.

Nesse caso, a área total potencialmente coberta pelo avião seria de 52,2 milhões de quilômetros quadrados – equivalente às areas totais somadas das Américas (42,5 milhões de quilômetros quadrados) e da Europa (10,2 milhões de quilômetros quadrados).

Assim, a área total poderia englobar mais de seis vezes a área do Brasil (8,5 milhões de quilômetros quadrados).

Esse cálculo exemplifica a dificuldade enfrentada pelos investigadores que procuram sinais da aeronave há quase uma semana, sem sucesso.

Novas pistas

Segundo o jornalista Jonathan Head, enviado da BBC à Kuala Lumpur, já houve uma série de pistas falsas nas buscas pelo avião malaio, como por exemplo as manchas de óleo encontradas no Mar da China, que não estão relacionadas com o acidente, segundo testes realizados pelas autoridades à frente do caso.

No entanto, diz Head, as últimas informações estão sendo levadas a sério pelo governo americano, que enviou equipes ao Oceano Índico para ajudar nas buscas.

As autoridades responsáveis pelas investigações consideram seriamente a possibilidade de que a aeronave ter alterado sua rota em meio ao voo, mas o comandante da Força Aérea malaia negou relatos de que os radares militares mostrariam o avião no outro lado da península da Malásia.

Outra nova pista que está sob investigação é o relato de um funcionário de uma plataforma de petróleo no Mar do Sul da China, que disse ter visto um objeto em chamas no céu nas primeiras horas do sábado.

As autoridades afirmaram também que estão verificando os relatos de familiares de passageiros que afirmam que seus celulares ainda estão tocando quando contactados, o que indicaria que não foram destruídos e estariam em área coberta por sinais de telefonia.

Até o momento, há poucas informações concretas sobre o que pode ter ocorrido com o avião.

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