Canadense quer doar R$ 87,5 milhões que ganhou na loteria

  • 18 dezembro 2013
Tom Crist (à esq.) foi com o filho fazer a primeira doação, a um centro de tratamento de câncer (Reprodução/Reuters)
Tom Crist decidiu fazer as doações em homenagem à sua esposa

O canadense Tom Crist recebeu o maior prêmio lotérico da história de sua cidade, Calgary (oeste do Canadá): o equivalente a R$ 87,5 milhões.

Mas, nesta semana, ele prometeu doar toda a quantia para instituições de caridade, em homenagem à sua mulher, morta de câncer em fevereiro de 2012.

"Não quero ficar com nenhum centavo", disse Crist à BBC. "Ela (minha esposa) era uma pessoa muito altruísta e ficaria muito feliz. Ela fez de mim uma pessoa melhor."

Crist descobriu que havia ganhado na loteria em maio quando recebeu um telefonema da Western Canada Lottery. Manteve a notícia em segredo de seus filhos durante meses, "porque simplesmente não sabia como lidar com isso".

Ele então decidiu colocar todo o dinheiro em uma fundação familiar, por meio da qual vai doá-lo a instituições de caridade escolhidas em memória de sua mulher - com quem esteve casado por 33 anos, informa a rede Canadian Broadcasting Corporation (CBC).

Primeiro cheque

Nesta terça-feira, ele doou o primeiro cheque (de 1,2 milhão de dólares canadenses, ou R$ 2,6 milhões) ao Centro de Tratamento de Câncer Tom Baker, em Calgary, onde sua mulher foi tratada - argumentando que "ela foi muito bem cuidada ali" antes de morrer.

Segundo a CBC, ele esperava fazer uma doação discreta, mas, diante do tamanho volumoso do prêmio, a loteria canadense exigiu que fosse feito um anúncio.

Ele agora pretende fazer doações anuais ao centro, além de ajudar outras instituições. "(Instituições de tratamento) de câncer estão no topo da minha lista, mas há outras organizações que quero ajudar", declarou Crist – que se aposentou após trabalhar como presidente de uma empresa elétrica - à imprensa canadense.

"Tive sorte o bastante, em minha carreira, de trabalhar 44 anos na mesma empresa. Posso cuidar de mim mesmo, de meus filhos. Não preciso do dinheiro."