Polícia identifica suspeito de ataque em Paris

  • 21 novembro 2013
Suspeito (AFP)
Polícia não deu detalhes sobre a identidade do suspeito preso em Paris

A polícia francesa deve interrogar nesta quinta-feira Abdelhakim Dekhar, acusado de ser o atirador que atacou um jornal e outras localidades em Paris.

Segundo autoridades, testes de DNA confirmaram que o homem de 48 anos, preso na quarta-feira em um estacionamento na periferia de Paris, teria sido o mesmo que atacou, na segunda-feira, as sedes do jornal Libération e do banco Société Générale na capital francesa.

Um fotógrafo de 23 anos foi gravemente ferido na redação do jornal e ainda está hospitalizado. Seu estado de saúde melhorou nas últimas 24 horas.

A polícia acredita que Dekhar também tenha protagonizado a invasão do escritório parisiense da emissora de TV BFMTV na sexta-feira, disparando todas as balas do cartucho de sua arma na recepção. Ele ainda teria prometido que "não erraria da próxima vez".

Ele foi encontrado pela polícia dentro de um carro em estado semiconsciente. Segundo o oficial de polícia Christophe Crepin, Dekhar estava dopado com medicamentos e teria tentado suicídio.

Suicídio

Dekhar é conhecido da Justiça francesa. Em 1998, ele foi condenado a quatro anos de prisão por envolvimento no assassinato de cinco pessoas quatro anos antes.

O caso ficou conhecido como Rey-Maupin, em alusão ao nome do casal ligado a grupos anarquistas que tomou um motorista de táxi como refém, que acabou morto junto a três policiais.

Na perseguição, Audry Maupin também morreu. Sua namorada, Florence Rey, acabou julgada e presa, mas já foi libertada. A história foi tema de livros e teria inspirado o polêmico filme americano Natural Born Killers. Dekhar teria fornecido a arma usada pelo casal, segundo jornais franceses.

Em seu julgamento em 1998, Dekhar se disse inocente, alegando ter sido recrutado pelo Serviço Secreto da Argélia para se infiltrar na extrema-esquerda francesa. Ele foi solto logo após o julgamento.

Centenas de policiais tinham sido mobilizados na megaoperação iniciada segunda-feira para tentar encontrar o atirador. A segurança foi reforçada nas sedes dos principais veículos de comunicação do país e as autoridades pediram que as pessoas ficassem em casa.

O apelo lançado para que as pessoas contribuíssem com informações sobre o atirador resultou em mais de 700 ligações.