BBC navigation

EUA: Congresso eleva teto da dívida e reabre governo

Atualizado em  16 de outubro, 2013 - 23:15 (Brasília) 02:15 GMT
Harry Reid (AP)

Para Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, país chegou 'à beira do desastre'

O Congresso americano concordou em elevar temporariamente o teto da dívida do país. A medida reabre o governo, parcialmente paralisado há mais de duas semanas, após a falta de acordo entre a oposição republicana e a base democrata.

A lei, aprovada primeiro pelo Senado por 81 votos a 18, financia o governo federal até o dia 15 de janeiro e estende os "poderes extraordinários" do Tesouro para continuar tomando empréstimos para pagar credores até o dia 7 de fevereiro. A casa é dominada pelos democratas, partido do presidente Barack Obama.

Na Câmara, dominada por republicanos, a lei foi aprovada por 285 votos a 144.

O presidente Barack Obama agradeceu "aos líderes de ambos os partidos" em um declaração logo após a passagem da lei pelo Senado.

Obama disse que vai reabrir o governo "imediatamente". Ele pediu ao Congresso que se concentre agora em projetos que ficaram estancados, como a reforma migratória e agrícola.

"Ainda temos muito trabalho pela frente, incluindo retomar a confiança do povo americano, que foi perdida nas últimas duas semanas."

A falta de acordo entre a oposição republicana e a base democrata levou à paralisação parcial do governo americano. Mais de 800 mil servidores federais foram dispensados temporariamente. Parques federais e outras instituições foram fechadas.

O principal tema que atravancava o acordo, a reforma da saúde de Obama saiu quase ilesa da votação. Apelidada de 'Obamacare', a lei da saúde é o alvo preferencial de setores mais conservadores do partido republicano, que vinham impedindo o acordo para elevar o teto da dívida americana.

A poucas horas do prazo final para elevar o teto da dívida ou deixar o Tesouro sem capacidade de tomar empréstimos para pagar credores, o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse que o partido dava a batalha como encerrada.

"Bloquear o acordo bipartidário alcançado hoje pelos senadores não será uma tática para nós", ele disse, citando os riscos à economia que um calote americano causaria.

Fim do impasse

A autorização permite que o Tesouro continue rolar a sua dívida de US$ 16,7 trilhões, tomando mais empréstimos para pagar credores.

A incerteza levara a agência de avaliação de crédito Fitch a colocar uma avaliação negativa nos títulos americanos, indicando que pode rever, nos próximos seis meses, a nota AAA – maior possível – atribuída aos papeis do país.

Na segunda-feira, os dois maiores credores americanos, China e Japão – que detêm US$ 1,28 trilhão e US$ 1,14 trilhão em dívida americana, respectivamente – manifestaram-se publicamente, pedindo aos EUA que evitassem incertezas que ponham em risco a credibilidade dessas emissões.

Segundo números do Tesouro americano, até julho o Brasil possuía US$ 256 bilhões em títulos, fazendo do país a terceira maior nação credora dos EUA.

Mas as divergências entre democratas e republicanos devem continuar até antes de vencerem os novos prazos. O dia 15 de janeiro – data até quando o plano daria aval para o governo se custear – coincide com o dia em que uma nova leva de cortes de gastos e fim de isenções fiscais deve ser aplicada.

Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.