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Americano declarado 'legalmente morto' tem reversão de morte negada

Atualizado em  11 de outubro, 2013 - 15:27 (Brasília) 18:27 GMT
Justiça (PA)

Juiz do caso admitiu que a situação era 'muita estranha'

Um americano declarado morto depois de ter desaparecido há quase trinta anos reapareceu e agora não pode ser declarado oficialmente vivo, mesmo tendo voltado para casa e estar em boa saúde.

Donald Miller, do estado americano de Ohio, fugiu de sua casa em 1986 deixando para trás a esposa, Robin, dois filhos e dívidas.

Em 1994 ele foi declarado legalmente morto. No entanto, ele reapareceu em 2005 e tentou tirar uma carteira de motorista.

Nesta semana, um juiz da região descobriu que declarações de que uma pessoa está legalmente morta não podem ser revogadas depois de três anos.

O juiz Allan Davis afirmou que é uma "situação muita estranha", de acordo com a imprensa.

"Temos o óbvio aqui. Um homem sentado na sala de audiência, ele parece estar ter boa saúde", afirmou o juiz, acrescentando que foi impedido pela lei estadual de declarar Miller legalmente vivo.

"Não sei onde você fica com isso, mas, no que diz respeito à lei, você ainda está morto", disse Davis.

'Supresa'

Miller, de 61 anos, disse que fugiu de casa na década de 80 depois de perder o emprego.

Em 1994, os pagamentos de pensão de Miller que estavam atrasados chegavam a um total de US$ 25 mil (quase R$ 55 mil) e a família não teve mais notícias dele.

Quando Miller foi declarado legalmente morto, a esposa conseguiu entrar com o pedido de pensão para os filhos.

E agora, já que Miller continua legalmente morto, a esposa, Robin, não precisa devolver o dinheiro para o governo.

O advogado da "viúva" afirma que Robin ficou satisfeita com a última decisão da Justiça em relação ao caso, mas acrescentou que não nutre nenhum tipo de rancor contra o ex-marido.

Donald Miller conta ter recebido a notícia de sua "morte" com surpresa, quando reapareceu em 2005. Ele foi informado do fato pelos pais.

Agora, o americano tem 30 dias para entrar com um recurso contra a decisão da Justiça de Ohio.

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