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Brasileira do Greenpeace pode ser acusada de pirataria na Rússia

Atualizado em  24 de setembro, 2013 - 20:01 (Brasília) 23:01 GMT
Ativistas do Greenpeace na Rússia

Ativistas que tentaram escalar plataforma da Gazprom estão detidos em terra firme

A bióloga brasileria que foi detida junto com um grupo de 30 ativistas em um navio da ONG Greenpeace na Rússia pode ser acusada de pirataria, segundo as autoridades russas.

O Comitê Investigativo da Rússia disse que os "mais ativos" integrantes do grupo devem responder por pirataria. Não se sabe ainda se esse seria o caso da gaúcha Ana Paula Maciel, de 31 anos.

Caso sejam condenados, esses ativistas poderiam pegar até 15 anos de prisão. O Greenpeace Brasil disse que a organização ainda não recebeu nenhuma notificação formal de que os ativistas serão processados.

A brasileira recebeu nesta terça-feira a visita de uma funcionária do Consulado do Brasil em Moscou que esteve a bordo do navio Artic Sunrise, segundo o Itamaraty.

A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que a ativista se encontra aparentemente bem e que, neste momento, já está em terra firme, ainda sob custódia.

O Greenpeace reagiu à detenção, alegando que estava em águas internacionais, e rechaçou as acusações de pirataria feitas pelas autoridades russas.

"A alegação de que o Greenpeace cometeu pirataria é uma medida desesperada. Os ativistas escalaram a plataforma de petróleo da Gazprom apenas com cordas e faixas com mensagens, para uma ação completamente pacífica e segura contra uma exploração de altíssimo risco na região. O crime de pirataria não se aplica a protestos seguros e pacíficos", disse o advogado-geral do Greenpeace Internacional, Jasper Teulings, em nota publicada pela ONG.

Murmansk

O navio com 30 ativistas de 18 países foi interceptado pela guarda costeira russa no mar do Norte na última quinta-feira. A embarcação atracou na baía de Kulonga, nos arredores de Murmansk.

Segundo o Greenpeace, os ativistas foram levados em ônibus para a sede do Comitê Investigativo de Murmansk.

O Itamaraty disse que está acompanhando o caso e que tenta outro encontro com a brasileira. O ministério informou ainda que um advogado da ONG Greenpeace está a cargo da defesa dos tripulantes.

Além da bióloga brasileira, o grupo tem ativistas de outros países como Argentina, Austrália, Canadá, Dinamarca, Suécia, Suíça e Estados Unidos.

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