Museu de Londres vai exibir polêmica arma de plástico feita com impressora 3D

  • 15 setembro 2013
Arma 3D criada por Cody Wilson. Foto: BBC
Arma 3D como a criada por Cody Wilson foi comprada por museu londrino

Uma arma de plástico criada com uma impressora 3D será exibida pelo museu Victoria and Albert, de Londres. A polêmica "Liberator" foi concebida este ano pelo estudante de direito Cody Wilson, nos Estados Unidos, neste ano.

A iniciativa de Wilson foi criticada por diversos ativistas antiarmas. Com apoio do grupo Defense Distributed, que advoga o direito a armas, o estudante do Estado do Texas publicou na internet os moldes para criação da Liberator com impressoras 3D, facilitando assim o acesso a armas para todos que tenham um equipamento do tipo.

O governo americano entrou com uma ação contra Wilson e o Defense Distributed, exigindo que os projetos fossem retirados da internet.

O grupo acatou o pedido, mas antes disso as instruções já tinham sido copiadas 100 mil vezes. É possível que hoje elas estejam circulando por redes de compartilhamento de arquivos.

'Tendência atual'

O Victoria and Albert vai exibir dois protótipos da Liberator. A mostra faz parte do Festival de Design de Londres, que acontece de 14 a 22 de setembro.

O museu comprou cópias da Liberator que foram impressas em Londres, já que Wilson não possui licença para exportar esse tipo de material.

Em um comunicado, o museu disse que a arma é "representativa das tendências atuas de design e da sociedade".

O curador da exposição, Kieran Long, disse ao jornal The Guardian que hoje em dia as impressoras são usadas para criação de artefatos inofensivos, como brinquedos, mas que a "Liberator" alterou radicalmente este conceito.

As impressoras 3D estão se tornando cada vez mais comuns em domicílios. No entanto, a Liberator foi criada usando um equipamento industrial de impressão. O custo da confecção da arma de plástico foi superior a R$ 15 mil.

O material usado é um plástico de alta densidade, que é capaz de suportar a força dos explosivos usados no disparo de projéteis.

Wilson obteve permissão de um departamento do governo americano para confeccionar o primeiro modelo. O estudante de 25 anos defende que seu projeto é uma manifestação de liberdade.