À TV russa, Assad confirma que entregará armas químicas a controle internacional

  • 12 setembro 2013
Rebelde opositor corre na cidade de Deir Ezzo, no leste da Síria
Bashar al-Assad responsabiliza grupos rebeldes pelo ataque com armas químicas em agosto

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, confirmou em entrevista à TV russa nesta quinta-feira que entregará as armas químicas do país ao controle internacional.

Assad disse à TV Rossiya 24 que a decisão foi resultado de uma iniciativa russa e não consequência da ameaça de uma ação militar americana.

Os comentários foram feitos quando ministros das Relações Exteriores da Rússia e dos Estados Unidos se preparavam para negociações sobre a questão em Genebra.

Os Estados Unidos acusam o regime sírio de matar centenas de civis em um ataque químico num subúrbio de Damasco no dia 21 de agosto.

O governo da Síria nega a acusação, responsabilizando grupos rebeldes pelo ataque.

'Chance para a paz'

"A Síria está colocando suas armas químicas sob controle internacional por causa da Rússia. As ameaças dos Estados Unidos não influenciaram nossa decisão", disse Assad à Rossiya 24, o canal de notícias estatal russo.

Anteriormente, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, havia apresentado uma proposta com três fases.

Primeiramente, a Síria se uniria à Convenção sobre Armas Químicas, que proíbe a produção e o uso de tais armamentos.

Em seguida, a Síria revelaria onde suas armas químicas estão estocadas e divulgaria detalhes de seu programa.

Finalmente, especialistas decidiriam sobre as medidas específicas a serem tomadas em relação a essas armas.

"Estou seguro que há uma chance para a paz na Síria. Não podemos deixá-la escapar", afirmou Lavrov, durante uma visita ao Cazaquistão.

Ele não mencionou a destruição das armas, o que seria supostamente um ponto essencial das negociações da Rússia com a Síria.

Lavrov deve discutir seu plano em Genebra com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que deve antes se reunir com o enviado da Liga Árabe e da ONU Lakhdar Brahimi.

Notícias relacionadas