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G20 expõe divisões sobre Síria; EUA criticam Rússia

Atualizado em  6 de setembro, 2013 - 05:38 (Brasília) 08:38 GMT
Presidente Barack Obama, com premiês Enrico Letta e David Cameron

Barack Obama conversa com premiês Letta, da Itália, e Cameron, da Grã-Bretanha

Os líderes do G20 que estão reunidos na Rússia para um encontro de cúpula seguem divididos a respeito de uma possível ação militar na Síria. O encontro em São Petersburgo termina nesta sexta-feira.

O premiê italiano, Enrico Letta, disse que a divisão ficou clara em um jantar de trabalho na quinta-feira em São Petersburgo.

Após a janta, ele publicou no seu Twitter: "O G20 acabou de encerrar a sessão de janta, e as divisões sobre Síria estão confirmadas".

A China e a Rússia se negam a aceitar uma resolução do Conselho de Segurança contra a Síria.

Os Estados Unidos e a França são os únicos países do G20 comprometidos com uma ação militar na Síria. A China e a Rússia dizem que qualquer ação sem o aval da ONU seria ilegal.

Um porta-voz da Presidência russa disse que o ataque americano na Síria seria "mais um prego no caixão da lei internacional". Ele afirmou que o G20 está dividido "ao meio", com alguns países buscando uma ação apressada, enquanto outros preferem tramitar pelo Conselho de Segurança da ONU.

Atraso

O presidente americano, Barack Obama, se atrasou em uma hora para a janta com os demais líderes do G20. Seus assessores disseram que o presidente estava tentando conversar por telefone com parlamentares do Congresso americano.

Obama cancelou uma viagem que tinha planejada para a Califórnia na segunda-feira, para se concentrar em seu trabalho junto ao Congresso americano, onde a ação militar contra a Síria deve ser votada na próxima semana.

Uma pesquisa encomendada pela BBC em conjunto com a rede americana ABC News revela que um terço dos parlamentares americanos estão indecisos.

Entre os congressistas que dizem já ter se decidido, a maioria promete votar contra a ação proposta por Obama.

O líder do Parlamento sírio escreveu uma carta para o líder da Casa dos Representantes dos Estados Unidos pedindo que seus integrantes não tomem "ações irresponsáveis".

Na ONU, a embaixadora americana Samantha Power acusou a Rússia de fazer o Conselho de Segurança refém de suas políticas, ao vetar resoluções. Ela disse que o Conselho de Segurança não é mais um "caminho viável" para responsabilizar a Síria por crimes de guerra.

O governo americano acusa as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, de matar 1.429 pessoas em um ataque com gás no dia 21 de agosto nos subúrbios de Damasco. A Grã-Bretanha disse que cientistas dos laboratórios de Porton Down encontraram rastros de gás sarin em roupas e no solo.

Mas Assad culpa os rebeldes pelo ataque.

Pelo menos 100 mil pessoas morreram no conflito desde seu início, em março de 2011. Mais de dois milhões de sírios estão classificados como refugiados, segundo a ONU, mas o número real pode ser o dobro.

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