Bashar al-Assad, de modernizador a 'algoz'

  • 4 setembro 2013
Foto: AP
Al-Assad assumiu prometendo democracia

O presidente da Síria, Bashar al-Assad chegou ao poder em 2000, após a morte de seu pai, Hafez, que ficou no poder de 1971 em diante.

Ao assumir a presidência, Bashar al-Assad se apresentou como reformista. Mas jamais aprofundou a democracia no país.

Quando os protestos contra seu governo começaram, em março de 2001, o presidente ordenou que o movimento fosse debelado.

Mas o levante contra Al-Assad não parou de crescer, com muitos acreditando que somente a saída do mandatário do poder poderia parar os conflitos.

Bashar al-Assad nasceu em 11 de setembro de 1965. Entrou para a juventude do Partido Baath, de seu pai, aos 14 anos de idade. Graduou-se em Oftalmologia em 1992, carreira que pretendia seguir.

Mas a morte de seu irmão mais velho, Basil, em um acidente de carro em 1994, o fez mudar de rumo. Ele foi para a academia militar e foi alçado a coronel em 1999.

Depois de atuar como presidente da Sociedade Síria de Computação, que regula a internet no país, e de comandar os esforços do partido contra a corrupção - o que levou algumas importantes figuras públicas a julgamento - consolidou-se como herdeiro de seu pai.

'Primavera'

Em 2000, foi promovido a marechal e secretário-geral do Baath. Em julho do mesmo ano, recebeu 97% dos votos em um referendo que o confirmou como futuro presidente.

Ao assumir, prometeu modernizar a economia, combater a corrupção e desenvolver a "própria experiência democrática", além de apontar para a "extrema necessidade de crítica construtiva" ao governo.

Mas a libertação de presos políticos colocada em prática durou pouco mais de um ano. Logo, a "velha guarda" do Baath, leal ao pai de Bashar, o convenceu a revogar a então chamada "Primavera de Damasco".

Opositor de Israel, contrário à invasão do Iraque pelos Estados Unidos e aliado do Irã, o presidente manteve a linha do pai na política externa.

Desde o início do levante contra ele, mais de 2 milhões de sírios deixaram o país e acredita-se que mais de 100 mil pessoas tenham morrido.

Com acusações de uso de armas químicas, Bashar al-Assad é acusado de genocídio de seu próprio povo - e está ameaçado de perder o poder e ver o Partido Baath fora do poder depois de 50 anos.