Grafites se espalham por São Paulo com 'apoio oficial'

6 setembro 2013 Atualizado pela última vez 07:44 (Brasília) 10:44 GMT

Iniciativas cobrem prédios de conjunto habitacional, pilastras do metrô e muros de cemitério e igreja.
Obra de Mundano/Foto: Victor Moriyama
Um grupo de grafiteiros se uniu, conseguiu apoio da prefeitura e dos moradores e fez grandes obras nas paredes dos prédios do conjunto habitacional Parque do Gato, em São Paulo. Acima, obra de Mundano. Foto: Victor Moriyama.
Obra de Subtu/Foto: Victor Moriyama
Acima, o grafite de Subtu, organizador do projeto. O lêmure é um personagem recorrente em suas obras. Acima, ele aparece empinando uma pipa, diversão comum entre as crianças do Parque do Gato, e se divertindo apesar de estar preso em uma garrafa, algo que reflete os empecilhos que os moradores enfrentam para se divertir. Foto: Victor Moriyama.
Obras de Subtu e FEL/Foto: Victor Moriyama
Os grafiteiros querem fazer mais obras no Parque do Gato e levar o projeto para outros conjuntos habitacionais da cidade. Acima, obras de Subtu e FEL. Foto: Victor Moriyama.
Grafites: Chivitz (primeiro) e Binho Ribeiro (segundo)/Foto: Flavia Nogueira
Em 2011 um grupo de 16 grafiteiros estava colorindo as pilastras do Metrô na avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, um local que historicamente sempre atraiu os grafiteiros. Mas, quando a polícia chegou, todos foram levados para a delegacia, acusados de crime ambienta. Acima, grafites de Chivitz (primeiro plano) e Binho Ribeiro.
Grafite de Binho Ribeiro/Foto: Flavia Nogueira
Na delegacia, o grupo começou a elaborar um projeto para a criação de um museu naquele local. Eles conseguiram parcerias, buscaram autorizações do Estado e Metrô, e assim nasceu o Museu Aberto de Arte Urbana. Acima, grafite de Binho Ribeiro.
Grafite: Tinho/Foto: Flavia Nogueira
Os curadores do museu são os grafiteiros Chivitz e Binho Ribeiro e, apesar de não ter nenhuma proteção, como todo grafite, as obras permanecem em bom estado desde o início do museu. Acima, o grafite de Tinho.
Grafites: Ciro e Boleta/Foto: Flavia Nogueira
Binho Ribeiro conta que, juntamente com o museu, surgiram outros pedidos para a região, como a criação de ciclovia, mais iluminação. 'É uma área em abandono. Após a pintura, surgiu o interesse de comerciantes locais', disse. Acima, os grafites de Ciro e Boleta.
Grafite: MInhau/Foto: Flavia Nogueira
Os grafiteiros queriam continuar com o projeto com o apoio da Secretaria Estadual da Cultura, por meio de sua assessoria, informou que 'não dará continuidade ao incentivo neste ano'. Mas, a secretaria informou que mantém o apoio ao grafite e que os organizadores do museu podem voltar a pleitear o apoio para continuar mantendo o Museu Aberto de Arte Urbana . Acima, o grafite de Minhau.
Grafite de Joks/Foto: Flavia Nogueira
No final do mês de agosto ocorreu no Centro Cultural da Juventude um encontro de grafiteiros que coloriu parte dos muros do Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Acima, a obra de Joks.
Grafite: Cabelin/Foto: Flavia Nogueira
Ao todo, participaram 40 artistas com a curadoria do grafiteiro Bonga. Acima, a obra do grafiteiro Cabelin.
Grafite: Chileno/Foto: Flavia Nogueira
Mesmo com o apoio oficial, para Bonga não há garantias de que estas obras vão permanecer intactas nos muros do cemitério. Para ele, esta arte é efêmera, 'a rua é quem decide'.
Grafite: Eduardo Kobra/Foto: Flavia Nogueira
Eduardo Kobra tem vários grafites autorizados, verdadeiros murais, espalhados por vários pontos da cidade. Este, na Igreja do Calvário, em Pinheiros, retrata o viaduto Santa Efigênia.
Grafite: Eduardo Kobra/Foto: Flavia Nogueira
Kobra afirma que pintar nas ruas, para ele, é uma questão pessoal e ele vai continuar fazendo isto independente de convites para obras autorizadas, exposições em galerias. Para o artista, é uma representação de seu amor por São Paulo.