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Suíça lança competição para substituir hino

Atualizado em  2 de agosto, 2013 - 22:49 (Brasília) 01:49 GMT
Bandeira da Suíça / Reuters

Nova composição deve mencionar valores da Constituição, como democracia e solidariedade

A Suíça lançou uma competição para substituir o atual hino do país, considerado muito antiquado.

A prioridade é por uma nova letra, mas competidores também terão liberdade para compor uma nova melodia, segundo explicou à BBC News o líder da iniciativa, Lukas Niederberger.

A composição atual data de 1841 e inclui referências a Deus, orações, montanhas e luz do sol.

A nova letra deve mencionar valores consagrados na Constituição suíça, como democracia e solidariedade.

A competição começará em janeiro e terminará em junho do ano que vem. O vencedor levará para casa 10 mil francos suíços (R$ 25 mil).

A premiação deve acontecer em 2015.

O segundo lugar ganhará 5 mil francos suíços (R$ 12,3 mil), o terceiro, 3 mil francos suíços (R$ 7,4 mil) e o quarto, 1 mil francos suíços (R$ 2,5 mil). Podem concorrer suíços e estrangeiros que vivem na Suíça.

O hino vencedor será encaminhado ao governo – o Conselho Federal – para posterior aprovação.

Letra

Os jurados já foram selecionados. O painel é composto por 25 membros de várias áreas, incluindo futebol, Olimpíadas, música, literatura e Iodelei (espécie de canto).

Na banca, há quatro presidentes: Christine Beerli, Patrizia Pesenti, Pierre Kohler e Oscar Knapp, representando respectivamente as quatro línguas oficiais faladas no país: alemão, italiano, francês e romanche.

O atual hino da Suíça é intitulado o "Salmo Suíço". Até 1981, ele tinha a mesma melodia do hino nacional britânico – "God Save The Queen".

"O grande problema é acima de tudo a letra", afirmou Niederberger. Ele faz parte da Sociedade Suíça para Utilidade Pública (SGG, na sigla em inglês), organizadora da competição. A SGG, fundada em 1810, busca promover os valores suíços e é conhecida por lançar iniciativas culturais e sociais.

"Oficialmente, o hino é um salmo, uma oração, mas claro que temos uma sociedade aberta, religiosamente neutra. Nós temos ateus, não temos um único Deus, então este novo hino é um desafio", afirmou.

Desde 1970, acrescentou Niederberger, a pressão por um novo hino vem aumentando. Antes, porém, os pleitos vinham de indivíduos ou de pequenos grupos.

"O hino tem um componente emocional muito forte. Mudá-lo é um processo difícil, especialmente para os mais conservadores. Por isso dissemos aos competidores que eles não precisavam propor uma nova melodia, apenas uma nova letra", explicou.

A SGG argumenta que a Constituição suíça "oferece o texto-base para um novo hino nacional".

O trecho fala da população suíça "empenhando-se em fortalecer a liberdade e a democracia, independência e paz em solidariedade e abertura com o mundo". Também faz referência a "viver junto em consideração mútua e respeito pelas diferenças".

Em 2011, a Áustria, vizinha da Suíça, decidiu mudar a redação de seu hino nacional para reconhecer suas "grandes filhas" em trechos em que antes só se lia "grandes filhos".

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