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Encenação da via-sacra leva milhares à praia de Copacabana

Atualizado em  26 de julho, 2013 - 22:58 (Brasília) 01:58 GMT
Jovens participam da via-sacra em Copacabana (foto: France Presse)

Papa participa da via-sacra no Rio; manifestantes entram em choque com a polícia em SP

Ponto alto da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a encenação da via-sacra – trajeto que representa as etapas da Paixão de Cristo - levou quase um milhão de fiéis à praia de Copacabana no início da noite desta sexta-feira.

O cortejo era formado por 300 atores e religiosos, que percorreram 900 metros na Avenida Atlântica – a principal via da praia de Copacabana. No trajeto, foram montados 14 palcos, contando com o principal. Cada um representava uma das estações (ou etapas) do caminho seguido por Jesus Cristo, carregando a cruz, da condenação até o calvário.

A encenação teve início por volta das 18h30, logo após o papa Francisco chegar de papamóvel ao palco principal, de onde acompanhou todo o cortejo.

Ao final da via-sacra, o papa fez um breve discurso em que falou sobre o sacrifício de Jesus Cristo na cruz. O pontífice também lembrou a tragédia da cidade de Santa Maria, onde um incêndio em uma casa noturna deixou mais de 200 jovens mortos no Rio Grande do Sul em janeiro deste ano.

"Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida", disse ele.

O evento terminou por volta das 20h. Mesmo assim, bandas musicais católicas continuaram a se apresentar no palco principal, a pedido da organização do evento. O temor era de que voltassem a ocorrer problemas com a saída em massa dos peregrinos do bairro.

Nas últimas terça-feira e quinta-feira, os fiéis enfrentaram longas filas e tiveram problemas para embarcar em transportes públicos na volta para casa.

Protestos

Durante a encenação, que ocorria na orla, um grupo de 200 manifestantes protestavam contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Por volta das 19h, voluntários recomendavam aos fiéis que chegavam a Copacabana de metrô que não se misturassem com os manifestantes.

Policiais acompanharam o grupo durante todo o trajeto. parte do grupo conseguiu fazer uma manifestação próximo ao palco onde estava o papa.

Já em São Paulo ouve uma onda de protestos violentos em apoio aos manifestantes do Rio. Ao menos oito agências bancárias e uma base da polícia foram danificadas.

Os manifestantes bloquearam diversas avenidas e contribuíram para levar o índice de congestionamento a um récorde: 300 quilômetros.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Confissão

Mais cedo, o papa teve um breve encontro com jovens detentos no Palácio Arquiepiscopal, residência oficial do arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta.

Antes disso, o pontífice foi ao parque da Quinta da Boa Vista para receber a confissão de cinco peregrinos: três brasileiros, um italiano e um venezuelano. Na imensa área verde, antiga moradia da família imperial brasileira, foi montado um confessionário a céu aberto. Havia também no local várias atividades de lazer.

Nesta sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, também anunciou, em entrevista coletiva a jornalistas, as mudanças logísticas com a transferência da vigília e da missa de despedida do Campus Fidei, em Guaratiba, na zona oeste da cidade, para Copacabana.

Foi montado um esquema especial de trânsito, com interdição de acesso a inúmeras ruas, devido aos dois eventos que vão ocorrer na orla no sábado e no domingo.

A transferência de Guaratiba para Copacabana foi motivada pelo mau tempo. A área descampada onde os dois últimos grandes eventos da Jornada seriam realizados se transformou em um lamaçal por causa das chuvas.

A expectativa de público, entretanto, permanece. São esperados 1,5 milhão de fiéis na praia de Copacabana entre sábado e domingo.

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