Prefeitura do Rio anuncia nova rota de peregrinação na Jornada da Juventude

  • 26 julho 2013
Participantes da Jornada Mundial da Juventude na orla do Rio, nesta sexta (AFP)
Orla do Rio será o novo ponto final da peregrinação de fiéis na visita do papa

A Prefeitura do Rio anunciou nesta sexta-feira a nova rota de peregrinação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), tradicional nas edições do evento católico.

Em vez de caminharem 13 quilômetros a Guaratiba, bairro na zona oeste da cidade, os fiéis vão percorrer um trajeto menor, de 9,5 quilômetros, da estação de trem Central do Brasil, na região central do Rio, até a praia de Copacabana (zona sul), para participarem da vigília com o papa Francisco, prevista para começar às 19h do sábado.

O público estimado é de 1,5 milhão de pessoas.

Devido às fortes chuvas que atingiram o Rio nos últimos dias, a prefeitura e a organização da jornada decidiram na quinta-feira transferir o destino da peregrinação e da vigília do Campus Fidei, em Guaratiba, para Copacabana.

A área aberta na zona oeste, de mais de 1 milhão de metros quadrados e dividida em 22 lotes, cada um equivalente a sete Maracanãs, não resistiu ao mau tempo e se tornou um lamaçal, forçando uma mudança de planos repentina.

Réveillons

Em entrevista nesta sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, divulgou as alterações do trânsito e comentou a transferência inesperada. Ele pediu compreensão dos moradores do bairro.

"Peço a colaboração dos moradores de Copacabana que terão de enfrentar cinco Réveillons seguidos (em alusão aos eventos que vem acontecendo no bairro)."

Na última terça-feira, Copacabana recebeu uma missa de acolhida, presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta.

Na quinta-feira, a orla voltou a acolher os peregrinos para a cerimônia de boas-vindas realizada pelo papa Francisco. Nesta sexta-feira, será a vez da Via Crúcis, em que será encenada a crucificação de Jesus Cristo, também com a presença do pontífice.

No sábado e domingo, ocorrerão a vigília e a missa de despedida do papa, respectivamente.

Paes voltou a justificar a transferência de Guaratiba para Copacabana por causa das chuvas.

Ele afirmou que não houve gastos públicos no local e disse que parte da estrutura montada na área aberta já está sendo transferida para a praia.

Questionado sobre se o terreno pertenceria ao empresário do setor de transportes Jacob Barata, um dos alvos dos últimos protestos ocorridos no Rio, o prefeito afirmou desconhecer a informação.

Contradição

Questionado por jornalistas, Paes afirmou que será permitido aos peregrinos dormir na praia de Copacabana. Ele pediu aos fiéis que quiserem permanecer nas areias que levem sacos de dormir, pois barracas serão proibidas.

Já o secretário municipal de transportes, Roberto Osório, incentivou os fiéis a dormir em Copacabana, temendo problemas logísticos como os ocorridos nos últimos eventos na orla, quando milhares de pessoas tiveram dificuldades para deixar o bairro, superlotando ruas e transportes públicos.

Logo em seguida, entretanto, Paes contradisse Osório, dizendo que, embora a permanência no local seja permitida, os peregrinos deveriam, na medida do possível, voltar para casa.

Para facilitar a mobilidade dos fiéis, a Prefeitura montou, em cima da hora, um esquema especial de trânsito, com a interdição total das ruas em Copacabana a partir das 12h de sábado.

Os sistemas de trem, ônibus e metrô funcionarão 24h e não haverá venda de bilhetes em horários pré-determinados, como ocorreu para esta quinta e sexta-feiras.

O fechamento das ruas para a nova rota de peregrinação será válido a partir das 7h do sábado.

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