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Justiça do Egito bloqueia bens de líderes da Irmandade Muçulmana

Atualizado em  14 de julho, 2013 - 16:19 (Brasília) 19:19 GMT
Militar egípcio guarda entrada de Palácio Presidencial em um tanque, no Cairo (Reuters)

Líder dos militares voltou a justificar golpe que derrubou Morsi

A Justiça do Egito bloqueou neste domingo os bens de 14 líderes do movimento Irmandade Muçulmana, do qual o presidente deposto Mohammed Morsi faz parte.

O líder do grupo, Mohammed Badie e o vice, Khairat al-Shater, estariam entre os líderes que tiveram os bens bloqueados.

Além deles, segundo o Canal 1TV, um canal de televisão estatal do Egito, o líder do braço político da irmandade, o Partido Liberdade e Justiça, Mohammed Saad al-Katani também teve seus bens bloqueados, junto com outros membros importantes de grupos islâmicos adversários da Irmandade.

Já foram divulgados mandados de prisão contra Badie e outros integrantes da Irmandade Muçulmana e Morsi já está detido desde o dia em que foi tirado do poder pelos militares do país. Mas, não se sabe onde o ex-presidente está sendo mantido.

A decisão sobre o bloqueio dos bens foi tomada pelo promotor Hisham Barakat em meio a uma investigação dos confrontos que ocorrem no Egito desde que Morsi foi deposto.

Dezenas de pesoas morreram nas manifestações contra e a favor de Morsi nas últimas duas semanas.

Novo governo

Neste domingo o chefe do principal bloco de oposição liberal, Mohammed El Baradei, assumiu o cargo de vice-presidente responsável pelas relações internacionais do Egito.

O primeiro-ministro interino, Hazem al-Beblawi, também nomeou mais integrantes do governo. Ahmed Galal, um economista liberal com doutorado na Universidade de Boston, será o ministro da Economia.

Nabil Fahmy, ex-embaixador do Egito nos Estados Unidos, foi nomeado ministro do Exterior.

O governo temporário do Egito tem como tarefa liderar o país de acordo com o plano apoiado pelos militares para restaurar o governo civil.

O anúncio dos novos nomes do governo interino e do bloqueio de bens dos líderes da Irmandade Muçulmana ocorreu no dia em que o enviado dos Estados Unidos ao Egito, William Burns, chegou ao Cairo para se reunir com membros do movimento de militares que derrubou Morsi.

As autoridades americanas já pediram a libertação do presidente deposto.

Em um discurso transmitido pela televisão neste domingo, o comandante geral do Exército, general Abdul Fattah al-Sisi, defendeu a decisão de depor Morsi.

Ele informou ainda que tinha pedido a Morsi a realização de um referendo a respeito de seu governo dias antes do presidente ser deposto.

"A resposta foi rejeição total", afirmou al-Sisi.

O general também afirmou que, a partir de agora, nenhum grupo será proibido de participar da política do país.

"Cada força política... deve perceber que uma oportunidade está disponível para todos na vida política e nenhum movimento ideológico está proibido de participar", acrescentou.


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