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Após confronto, polícia controla manifestantes em Belo Horizonte

Atualizado em  22 de junho, 2013 - 17:40 (Brasília) 20:40 GMT
Polícia lança gás lacrimogêneo contra manifestantes próximo ao Mineirão (foto: AP)

Polícia estimou que mais de 65 mil pessoas participaram de marcha em Belo Horizonte

Manifestantes e policiais entraram em confronto neste sábado em Belo Horizonte e em Salvador - cidades que recebiam jogos da Copa das Confederações. Os maiores choques ocorreram no centro da capital mineira, onde grupos não identificados depredaram e queimaram lojas antes de serem dispersados pela polícia.

Os confrontos ocorreram um dia após a presidente Dilma Rousseff fazer um pronunciamento à nação pedindo diálogo com os manifestantes e prometendo um pacto com prefeitos e governadores para melhorar as áreas de transportes, educação e saúde.

Segundo a polícia mineira, mais de 66 mil manifestantes seguiram em marcha no início da tarde em direção ao Mineirão, onde o México vencia o Japão.

Ao encontrar uma barreira policial solicitada pela Fifa, manifestantes teriam lançado fogos de artifício e pedras em direção aos policiais - que responderam atirando bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha em direção à multidão.

Os manifestantes se afastaram da barreira, mas não se dispersaram. Eles tentaram novas investidas contra o bloqueio, mas foram reprimidos.

Em meio à confusão, um grupo de manifestantes invadiu e depredou três concessionárias de veículos. A polícia recebeu reforços e usou um blindado e a cavalaria para tentar acabar com o protesto.

À noite, mais cenas de vandalismo foram registradas, dessa vez na região da Pampulha. Manifestantes invadiram, depredaram e saquearam lojas. Uma agência bancária teria sido incendiada e diversos sinais de trânsito foram destruídos.

Pouco depois das 18h, o coronel Márcio Santana, da Polícia Militar, deu um alerta à população, por meio de um pronunciamento em uma rádio local. Ele disse que as pessoas não relacionadas aos atos de vandalismo deveriam sair das ruas. Afirmou que os policiais ainda não haviam usado força máxima "exatamente para evitar que pessoas de bem fiquem feridas".

Em seguida, policiais militares e soldados da Força Nacional cercaram a região e entraram em confronto com manifestantes. Gás lacrimogêneo, balas de borracha e um blindado foram usados na ação.

A situação só foi controlada por volta das 22h. Cerca de 20 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridos.

Salvador

Em Salvador, palco do jogo entre Brasil e Itália, manifestantes marcharam a partir do Campo Grande e da Avenida ACM. A passeata começou pacífica e seus participantes diziam não pretender avançar em direção à Arena Fonte Nova – onde ocorria a partida.

Contudo, grupos se dirigiram ao estádio e entraram em confronto com policiais. Após o jogo no qual o Brasil venceu a Itália, novos confrontos ocorreram a oito quilômetros do estádio. Pontos de ônibus e lojas foram danificados. Policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Ao menos três suspeitos foram presos com coquetéis Molotov.

PEC 37

Em São Paulo, cerca de 35 mil manifestantes fecharam os dois sentidos da Avenida Paulista na tarde deste sábado. Eles protestam contra a PEC 37, a Proposta de Emenda Constitucional que pode acabar com o poder de investigação do Ministério Público. Até o fim da tarde o ato era pacífico.

A PEC 37 também foi alvo de protestos de um grupo de manifestantes em frente ao Congresso Nacional, no Distrito Federal. Segundo o correspondente da BBC Brasil João Fellet, o ato foi pacífico.

No Rio Grande do Sul, cerca de dois mil manifestantes se concentraram em Uruguaiana e bloquearam a ponte que liga o Brasil e a Argentina. Na cidade de Santa Maria, um protesto contra a corrupção, as tarifas de trasnporte público e os gastos com a Copa reuniu mais de 18 mil pessoas, segundo a polícia.

O Rio de Janeiro, ativistas fizeram um protesto na praia de Copacabana pedindo que o governo se empenhe nas áreas de saúde, educação e segurança da mesma forma que se esforça para organizar a Copa do Mundo de 2014.

Eles espalharam 500 bolas de futebol pintadas com cruzes vermelhas pela areia. Elas representavam os homicídios ocorridos no Brasil nos últimos 10 anos. O grupo também lnaçou na internet uma página chamada “Brasil Padrão Fifa”.

Outro grupo de manifestantes acampou na frente da residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon.

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