Médico é inocentado por 'ereção de oito meses' de paciente com prótese

  • 19 junho 2013
Cirurgia (BBC)
Advogado de defesa diz que prontuários foram feitos por pessoas que não conheciam implante

Um tribunal do Estado americano de Delaware inocentou nesta quarta-feira um médico acusado de negligência em uma cirurgia realizada em dezembro de 2009, quando implantou uma prótese peniana que teria resultado, de acordo com o paciente, em uma ereção de oito meses.

O caminhoneiro Daniel Metzgar, de 44 anos, diz que o médico só realizou uma consulta de acompanhamento pós-cirúrgico dois meses depois do procedimento, o que agravou ainda mais a situação.

Depois, em abril de 2010, quatro meses depois de implantar a prótese,o paciente decidiu procurar um hospital para realizar exames por sentir inchaço e desconforto na região genital.

O implante acabou sendo removido em agosto de 2010 quando um tubo do dispositivo atravessou seu saco escrotal e saiu para fora da pele. Um outro médico implantou nele então uma outra prótese.

Complicações

Metzgar diz optado pelo implante após anos de luta contra a impotência causada pelo diabetes.

O implante contava com três peças: cilindros infláveis dentro do corpo do pênis, um depósito de líquidos debaixo da parede abdominal e uma bomba dentro do saco escrotal.

Durante o julgamento, os jurados ouviram o testemunho de Metzgar sobre seu trauma e como teve que lidar com piadas da família e dos amigos, além de olhares, insultos e ameaças de desconhecidos.

"Eu nem podia sair para dançar. Não é algo que você queira mostrar para seus amigos, em festas" conta.

O advogado do paciente disse durante o julgamento que Desperito não verificou os prontuários feitos depois da cirurgia que mostraram que seu pênis estava inchado logo após a cirurgia.

Mas o advogado do médico disse que os prontuáros foram feitos por funcionários do hospital que não eram familiarizadas com implantes penianos, e que Desperito e outros médicos que trabalham com ele, que conheciam esse tipo de implante, tinham certeza de que o pênis não ficou ereto depois da cirurgia.

Além disso, em defesa do médico, o advogado disse que é estranho que uma pessoa que tem seu saco escrotal inchado "como uma bola de futebol", como descreveu o próprio Metzgar, não tenha procurado a clínica por dois meses.