Torcedores ingleses elogiam o Rio, mas se mostram apreensivos com organização

  • 1 junho 2013
Duncan Saunders e Richard Harris (Foto: Caio Quero)
Duncan Saunders e Richard Harris notaram as obras no entorno do Maracanã (Foto: Caio Quero)

Os ingleses Duncan Saunders e Richard Harris estão planejando chegar mais cedo ao Maracanã para garantir seu lugar entre os espectadores do amistoso entre Brasil e Inglaterra, marcado para este domingo, às 16h, no primeiro grande teste após a reforma daquele que é o estádio de futebol mais importante do Brasil.

Embora já tenham os ingressos, eles resolveram tomar a precaução após fazerem uma visita ao entorno do estádio no início da tarde da última sexta-feira.

"Nós vamos chegar aqui bem cedo no domingo, para ter certeza. Se fosse na Inglaterra, nós chegaríamos cinco minutos antes de o jogo começar, mas aqui será bem diferente", disse Saunders, que vestia uma camisa da seleção inglesa.

O inglês parecia bastante espantado com o fato de, a poucos dias da grande estreia do Maracanã, o entorno do estádio ainda estar em obras, com operários andando para lá e para cá e pedaços de madeira e vergalhões de ferro espalhados por todos os lados.

"Nós viemos aqui hoje para ver se podíamos dar uma olhada, mas parece que eles não estão prontos. Fiquei um pouco preocupado", disse Saunders, que pouco depois desenrolou com orgulho a enorme bandeira da Inglaterra que trazia em sua mochila.

Sol

Andrew Hodgkiss (Foto: Caio Quero)
Andrew Hodgkiss caminhou até Ipanema (Foto: Caio Quero)

Na manhã deste sábado, boa parte dos materiais que estavam espalhados no entorno do Maracanã havia sido retirada, embora ainda fosse possível encontrar montes isolados de peças de metal e madeira em alguns locais e partes do piso ainda inacabadas.

Mesmo assim, poucos turistas tiravam fotos em frente à entrada monumental ou junto à estátua de Bellini, capitão da seleção brasileira na Copa de 1962. O culpado provavelmente era o sol, que após alguns dias de chuva finalmente apareceu no Rio. O tempo bom, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, deve continuar neste domingo.

A pouco mais de 15 quilômetros dali, torcedores vestidos com a camisa inglesa circulavam pelas imediações do hotel onde está hospedada a seleção do país, no bairro do Leme, em frente à praia.

"Estou achando tudo muito bom, as pessoas são muito amigáveis", dizia Andrew Hodgkiss, que chegou ao Rio na quinta-feira para assistir ao amistoso.

Ele conta ter caminhado bastante pelos bairros da zona sul e diz não ter enfrentado maiores dificuldades para se localizar.

"Andei bastante, até Ipanema. Eu achei que é fácil se localizar, não tive problemas. Tudo está sendo ótimo", disse Hodgkiss, que está visitando o Brasil pela primeira vez.

Inglês

Paul Leveridge (Foto: Caio Quero)
Paul Leveridge se surpreendeu com brasileiros falando inglês (Foto: Caio Quero)

Caminhando pela orla de Copacabana no início da manhã de sábado, Paul Leveridge também parecia satisfeito e elogiou inclusive a capacidade de comunicação dos brasileiros.

"A maioria das pessoas fala algum inglês, mesmo que um pouco 'quebrado', e eu não falo nada de português", disse.

Leveridge só apontou dois pontos negativos desde que chegou ao Rio, na última quinta-feira. "O aeroporto, parece que eles ainda estão construindo", disse, referindo-se às obras de ampliação do Galeão.

Ele também conta ter tomado um táxi que "parecia não saber para onde estava indo", o que acabou aumentando a tarifa.

Ingressos

No hotel onde está hospedada a seleção inglesa, Mark Fox contava, na manhã deste sábado, ter ficado surpreso com a tranquilidade de seu desembarque no aeroporto internacional do Galeão.

Mark Fox (Foto: Caio Quero)
Mark Fox temia pela hora da retirada dos ingressos (Foto: Caio Quero)

"Foi uma surpresa para nós o quanto o aeroporto foi tranquilo. Nós passamos pela imigração de maneira muito rápida", disse Fox, que afirmou que tudo correu bem, apesar da presença de alguns torcedores ingleses mais empolgados.

Fox, no entanto, estava apreensivo quando à situação de seus ingressos. Ele e um amigo compraram as entradas em um site brasileiro e tentavam decifrar as palavras em português do comprovante da transação para tentar descobrir onde deveriam retirar os tíquetes.

"Estou só um pouco nervoso com os ingressos. Vamos pegá-los na sede do Botafogo (que fica no bairro de mesmo nome, na zona sul do Rio). Só espero que não tenha nenhum problema", disse Fox, que contou que um amigo holandês ficou uma hora e meia na fila para pegar os ingressos na sexta-feira.

A reportagem da BBC Brasil percorreu dois locais de retirada de ingressos na manhã deste sábado, nas sedes do Botafogo e do Fluminense, no bairro de Laranjeiras. O clima era de tranquilidade e a maior parte dos torcedores aguardava menos de meia hora na fila para conseguir as entradas.

Para seu alívio, Fox também não encontrou problemas para conseguir as entradas.

"Peguei os tíquetes, deu tudo certo. Demorou só uns cinco, dez minutos. Acho que só demorou mais porque eles tiverem que achar alguém que falava inglês para nos atender", contou Fox por e-mail após garantir sua presença no amistoso.

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