Recurso revoga suspensão e evita fiasco no Maracanã

  • 31 maio 2013
Maracanã, em foto de 15 de maio (Reuters)
Justiça alegou motivos de segurança para impedir amistoso no Maracanã

A Justiça do Rio revogou na noite desta quinta-feira a liminar que suspendia o amistoso entre Brasil e Inglaterra no próximo domingo no Maracanã, depois de um recurso do governo fluminense.

O jogo amistoso deve ser o primeiro grande teste do Maracanã após a reforma realizada no estádio para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

A possível suspensão da partida foi tratada como um grande fiasco pela imprensa internacional e evidenciou os problemas do cronograma das obras dos estádios da Copa.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio, a liminar fora concedida pela juíza Adriana Costa dos Santos, da 13ª Vara de Fazenda Pública e que está no plantão judiciário, alegando que o estádio do Maracanã não oferecia condições de segurança e higiene para o público.

O governo recorreu e, segundo comunicado enviado à noite, obteve a revogação da liminar, após apresentar um laudo da PM "que comprova o cumprimento de todas as regras de segurança no Maracanã". O laudo não havia sido entregue por "falha burocrática", segundo o governo.

A decisão inicial chegou a manter a partida suspensa por seis horas, gerando incertezas. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) espera renda recorde para a partida e a seleção inglesa já está no Rio.

Apesar da revogação da liminar evitar o prejuízo maior e manter a partida, o imbroglio legal levanta dúvidas quanto ao risco de problemas semelhantes criarem obstáculos para a realização da Copa no Brasil.

Inauguração

No último dia 27 de abril, o estádio foi inaugurado com um evento-teste que contou apenas com 30% de sua capacidade total de de 78.639 pessoas.

Cercada de polêmicas, a reforma do Maracanã custou R$ 1,049 bilhão, valor bastante superior ao previsto em sua licitação, de R$ 705 milhões.

O novo estádio será administrado por um consórcio formado pela empreiteira Odebrecht – que já é uma das encarregadas pela reforma do estádio –, pela empresa IMX, do empresário Eike Batista, e pela companhia de origem americana AEG.

O processo para a concessão do estádio à iniciativa privada também foi cercado por controvérsias e reviravoltas e chegou a ser por duas vezes suspenso após ações do Ministério Público, que foram posteriormente revertidas.

O estádio deve ser palco das partidas finais da Copa das Confederações – que começa no próximo dia 15 de junho – e da Copa do Mundo de 2014.

*Com Caio Quero, da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Notícias relacionadas