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Austrália é o país mais feliz do mundo, segundo OCDE

Atualizado em  28 de maio, 2013 - 09:05 (Brasília) 12:05 GMT
Opera House de Sydney (foto: Getty)

Altos patamares de renda, saúde e moradia faz da Austrália o país mais feliz do mundo

A Austrália foi eleita pela terceira vez como o país mais feliz do mundo em um ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O Brasil ficou em 33º lugar da lista - uma posição acima do resultado do ano anterior.

O ranking compara os 34 membros da OCDE – na maioria nações desenvolvidas – e dois "parceiros-chave": Brasil e Rússia.

Suécia, Canadá, Noruega e Suíça vieram logo em seguida no ranking. A comparação foi feita com base em onze critérios, tais como renda, saúde, segurança e moradia.

"A Austrália teve um desempenho excepcionalmente bom na medida de bem estar, como se pode ver pelo fato dela figurar entre os países melhor colocados em um grande número de tópicos do 'Index da Vida Melhor'", diz o relatório da OCDE.

Mais de 73% dos 23 milhões de habitantes com idades entre 15 e 64 anos possuem um trabalho remunerado – o índice está acima da média dos países da organização.

Além disso, a expectativa média de vida no país, de 82 anos, também é alta.

Força da economia

A economia australiana registrou mais de duas décadas de crescimento devido à demanda por seus recursos naturais.

A nação também conseguiu passar ao largo da etapa mais difícil da crise financeira e foi o único grande país desenvolvido que conseguiu evitar a recessão global de 2009.

Os países mais felizes do mundo

  1. Austrália
  2. Suécia
  3. Canadá
  4. Noruega
  5. Suíça
  6. EUA
  7. Dinamarca
  8. Holanda
  9. Islândia
  10. Grã-Bretanha

A força econômica do país está se refletindo no dólar australiano, que atingiu os melhores patamares dos últimos 30 anos.

Porém, o governo está começando a identificar alguns desafios ao crescimento, muitos deles relacionados à desaceleração da atividade mineradora e ao aumento do desemprego.

Como resultado, o governo australiano tenta diminuir a dependência econômica do país em relação à mineração e desenvolver setores como o da construção e o da manufatura.

Outro desafio a ser vencido é o atual aumento na disparidade de renda. De acordo com a OCDE, os 20% mais ricos do país recebem rendimentos seis vezes superiores aos 20% mais pobres do país.

Brasil

Segundo a OCDE, o Brasil conseguiu melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos nos últimos anos. Em geral, os brasileiros disseram estar mais satisfeitos com suas vidas do que a média dos cidadãos dos outros países analisados.

Segundo o estudo, 82% da população diz que tem mais experiências positivas em um dia corriqueiro (sensação de descanso, orgulho, realização e prazer) do que negativas (dor, preocupação, tristeza e tédio). A média dos países foi de 80%.

Contudo, quando o critério analisado é a renda familiar, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE - de cerca US$ 23 mil anuais (R$ 46 mil).

O estudo também verificou que 68% dos brasileiros têm um emprego. O número é ligeiramente superior à média de 66% dos países analisados.

Em educação, a OCDE verificou que apenas 41% dos adultos com idades entre 25 e 64 anos no país possuem renda equivalente à de um trabalhador com o ensino médio completo. A média desse percentual nos demais países ficou em 74%.

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