Equipes de resgate tentam chegar a sobreviventes de terremoto na China

  • 21 abril 2013
Chen Zhirong e filho em meio aos escombros da cidade de Longmen (Reuters)
Equipes de resgate ainda lutam para chegar aos vilarejos mais remotos

Equipes de resgate estão tendo dificuldades para alcançar os sobreviventes do terremoto de magnitude 6,6 na província de Sichuan, sudoeste da China.

Os membros das equipes, vestidos com uniformes laranja, estão caminhando até os vilarejos mais remotos depois que estradas foram bloqueadas devido aos deslizamentos de terra causados pelo tremor.

No total 203 pessoas morreram e outras 11,5 mil ficaram feridas, segundo as últimas informações da imprensa estatal. Entre os feridos, pelo menos 960 estão em estado grave.

Soldados trabalharam durante toda a noite fazendo buscas nos vilarejos e atendendo feridos. Os moradores da região dormiram dentro de carros.

O novo primeiro-ministro da China, Li Keqiang, chegou a Sichuan no sábado, de helicóptero, e está supervisionando as operações de resgate. Ele já visitou hospitais e barracas onde as vítimas recebem atendimento de urgência, além de escalar destroços para ver a extensão da destruição.

O correspondente da BBC John Sudworth, que está na cidade de Ya'an, mais próxima do epicentro, informou que dezenas de feridos ainda estão recebendo tratamento em um centro de triagem do lado de fora do hospital da cidade.

Alguns vilarejos perto do epicentro ficaram em ruínas depois do terremoto.

"Era como se a montanha estivesse viva", disse à agência de notícias AFP uma moradora da região, de 68 anos, que perdeu a casa e teve um braço quebrado.

Mais mortos

Chen Yong, vice-diretor do departamento de reação a terremotos da cidade de Ya'an, afirmou que o número de mortos pode aumentar ainda mais.

"A maioria dos mortos e feridos já foi informada (às autoridades). Em algumas áreas montanhosas é possível que não tenhamos todas as informações sobre a situação", afirmou.

Ambulâncias, carros de bombeiros e caminhões militares com suprimentos estão esperando em longas filas nas estradas bloqueadas da província.

"Estamos tendo dificuldades para chegar com os suprimentos na região por causa dos congestionamentos. A maior parte de nossos suprimentos ainda estão a caminho", afirmou Kevin Xia, da Cruz Vermelha.

Segundo correspondentes, os vilarejos menores, onde agricultores cultivam arroz, verduras e milho, foram os mais atingidos.

No vilarejo de Longmen, no condado de Baoxing, quase todas as construções foram destruídas, de acordo com as autoridades.

As equipes de resgate foram obrigadas a dinamitar rochas que caíram em algumas estradas. E a chuva que caiu durante a noite prejudicou ainda mais o trabalho.

A China recebeu ofertas de ajuda de outros países, incluindo o Japão, mas o governo chinês informou que, por enquanto, ainda não precisa desta ajuda. Se a situação mudar, a China afirmou que entrará em contato com o governo japonês.

Outro grande terremoto atingiu Sichuan em 2008 e causou pelo menos 90 mil mortes e deixou 5 milhões de pessoas desabrigadas.