Após ser interrompido por homem, Maduro toma posse na Venezuela

  • 19 abril 2013
Homem invadindo a tribuna onde Maduro discursava (Reuters)
Após interrupção, o presidente venezuelano admitiu falha na segurança

Um homem usando uma blusa vermelha invadiu nesta sexta-feira a tribuna onde o recém-eleito presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fazia seu discurso de posse.

O homem conseguiu empurrar e tirar o microfone do presidente, mas não houve consequências graves. Logo depois de dizer "Nicolás, meu nome é Yendri. Me ajude, por favor", o homem foi detido pelos seguranças, e Maduro retomou o discurso.

"Vamos retomar. Mas houve uma falha na segurança aqui. Podiam ter me dado um tiro. Mesmo um companheiro precisa saber quando existem regras a serem cumpridas. E o que ele fez foi errado", disse o presidente.

Não foram fornecidos detalhes sobre a identidade do homem. Durante o incidente, a TV estatal, que transmitia a posse, foi tirada do ar, gerando dúvidas sobre a segurança do presidente.

Conversa

 O recém-empossado presidente Nicolás Maduro (Reuters)
Após ser empossado, Maduro se disse disposto a dialogar com a oposição

Pouco depois, Maduro disse que o incidente havia sido superado e indicou que depois conversaria com o rapaz. "Quem sabe que tipo de preocupação ele carrega?"

O presidente disse ainda que o ocorrido serviu para lhe lembrar de temas como a segurança e a disciplina do povo venezuelano.

"Eu não tenho problemas. A minha vida está posta a serviço desta pátria."

A cerimônia de posse foi acompanhada por diversos líderes mundiais, especialmente da América Latina, como a presidente Dilma Rousseff, o boliviano Evo Morales, o uruguaio José Mujica, o cubano Raúl Castro e a argentina Cristina Kirchner. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também compareceu.

Após ser empossado, Maduro disse ainda que estava pronto para dialogar com a oposição.

"Eu faço um apelo a eles para que haja conversas onde for possível. Estou pronto para dialogar até mesmo com o diabo, que Deus me perdoe, e até com o novo Carmona, se isso for necessário, para pôr um fim ao seu ódio contra mim e contra o povo, para pôr um fim em sua intolerância", disse o venezuelano, em referência ao seu opositor, Henrique Caprilles, e a Pedro Carmona, autoproclamado presidente da Venezuela durante o fracassado golpe de Estado ocorrido no país em 2002.

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