BBC navigation

Fama pode resultar em vida mais curta, sugere estudo

Atualizado em  22 de abril, 2013 - 07:33 (Brasília) 10:33 GMT
Arquivo/AP

Pesquisadores descobriram que atores estavam entre os que morriam mais jovens

Uma análise de obituários em um jornal americano sugere que a fama pode levar a uma vida mais curta.

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, analisaram mil obituários do jornal New York Times registrados entre 2009 e 2011.

A análise mostrou que artistas, como cantores, atores e músicos, além de esportistas, morreram com a média de idade mais baixa, 77 anos.

Escritores, compositores e artistas morreram com a média de 79 anos. Os classificados como acadêmicos, incluindo historiadores e economistas, tiveram média de 82 anos, em média, enquanto que os que estavam na política ou negócios, chegaram aos 83 anos.

The researchers, at the University of Queensland and the University of New South Wales, said cancer, particularly tumours in the lungs, was more common in performers.

Segundo os pesquisadores, a doença mais comum entre os artistas seria o câncer, em particular o de pulmão.

Eles dizem que o estudo não fornece respostas mais conclusivas, mas que os dados levantam questões interessantes sobre o preço a ser pago pela celebridade.

"Uma única análise retrospectiva como esta não prova nada, mas levanta questões interessantes", afirmou o professor Richard Epstein.

"Primeiro, se é verdade que artistas e esportistas bem-sucedidos tendem a ter vida mais curta, isto implicaria que a fama entre os mais jovens predispõe a comportamentos pouco saudáveis mais tarde, quando o sucesso diminui?"

"Ou pressões psicológicas e familiares favorecendo grandes feitos públicos levam a tendências autodestrutivas durante a vida?", questionou o pesquisador.

"Ou ainda personalidades com características mais ligadas a assumir riscos aumentam as chances de sucesso (de uma pessoa), com o uso de cigarros, bebida alcoólica ou drogas ilegais, melhorando o desempenho de alguém no curto prazo?", acrescentou Epstein.

Mas, para Epstein, qualquer que seja a razão, a descoberta da equipe deve ser considerada como um "alerta de saúde para os jovens que queriam se transformar em estrelas".

Os dados foram divulgados na publicação médica QJM: An International Journal of Medicine.

Preço alto

Honey Langcaster-James, psicóloga especialista em comportamento de celebridades, afirmou que poucas pessoas alcançaram o status de estrelas e isto dificulta um estudo científico do efeito da fama na vida das pessoas.

No entanto, ela afirma que o estudo australiano tem resultados interessantes.

"Os resultados são interessantes pois sugerem uma ameaça inerente em uma carreira pública e que nem tudo que brilha é ouro. Eles podem estar pagando um preço alto pela carreira", afirmou.

Mesmo assim, a psicóloga afirmou que não é fácil apresentar uma explicação científica para as descobertas.

Por um lado, Langcaster-James afirma que uma carreira pública tem "fatores de estresse únicos", como a "pressão para estar à altura de uma imagem pública, que pode levar a comportamentos arriscados".

Mas, a psicóloga afirma que "características pessoais particulares predispoem as pessoas a querer uma carreira pública", que também pode levar a um estilo de vida que afeta a saúde.

Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.