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Acre: a precária vida nos abrigos improvisados

Atualizado em  17 de abril, 2013 - 04:53 (Brasília) 07:53 GMT
  • Veja imagens das condições enfrentadas por haitianos e outras nacionalidades no norte do Brasill
    Ao menos 1.300 imigrantes que ingressarem no Brasil pelas fronteiras com o Peru e a Bolívia aguardam por regularização num abrigo em Brasileia (AC). A distribuição de comida ao grupo gera tumultos frequentes. Todas as fotos e texto: João Fellet.
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    O grupo está alojado num antigo ginásio com capacidade ideal para 200 pessoas. O governo estadual decretou estado de emergência em Brasileia e uma cidade vizinha na semana passada.
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    Os estrangeiros, em sua maioria haitianos, lavam suas roupas no próprio abrigo. Há 30 banheiros químicos para o grupo.
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    O abrigo é rodeado por lama e sujeira. O governo estadual agora está pavimentando parte da área externa e construindo mais banheiros para os imigrantes.
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    Diferentemente das primeiras levas de haitianos, formadas quase que exclusivamente por homens, há cada vez mais mulheres atravessando a fronteira.
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    Nas últimas semanas, a diminuição no ritmo da concessão de vistos em Brasileia e a chegada de grupos mais numerosos ampliou os prazos para a regularização dos imigrantes.
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    Já passaram pelo abrigo imigrantes de oito nacionalidades. Abdul Hogue, de Bangladesh, pretende trabalhar como costureiro em São Paulo.
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    Todos os 74 senegaleses em Brasileia são muçulmanos. Suas cinco rezas diárias são antecedidas por abluções (ritual de purificação) feitas no abrigo.
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    Alguns estrangeiros que já têm visto seguem no local à espera de empregadores, como o haitiano Louis Aimable, 60 anos. "Os empresários me rejeitam dizendo que estou velho, mas sou forte e aceito qualquer trabalho".
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    Deficientes e mulheres que chegam sozinhas também têm dificuldade para deixar o alojamento. A haitiana Nadine Taleis, deficiente visual, fala francês, inglês e espanhol, mas ainda não achou emprego.
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    Os imigrantes se valem de jogos de cartas, passeios no parque e idas a lan houses para passar o tempo enquanto não deixam a cidade.
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    No fim de semana, o governo federal criou uma força-tarefa para acelerar a regularização dos imigrantes e melhorar as condições do abrigo.

Haiti no Acre

Um grupo de pelo menos 1,3 mil imigrantes que entraram no Brasil pelas fronteiras com o Peru e a Bolívia está, desde a semana passada, em um abrigo em Brasileia, no Acre.

O local, um ginásio com capacidade ideal para apenas 200 pessoas, é marcado pela superlotação e falta de condições de atendimento para todos.

O governo estadual decretou estado de emergência em Brasileia e em uma cidade vizinha na semana passada.

A maioria dos estrangeiros é do Haiti. Eles lavam suas roupas no próprio abrigo e usam banheiros químicos.

Mas, também estão no abrigo bengaleses, senegaleses, e imigrantes de outras cinco nacionalidades.

Alguns sonham com empregos em São Paulo, enquanto outros improvisam para conseguir manter um mínimo de seu estilo de vida, como é o caso dos muçulmanos que precisam fazer as abluções antes das cinco orações diárias.

No fim de semana, o governo federal criou uma força-tarefa para acelerar a regularização dos imigrantes e melhorar as condições do abrigo.



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