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Caso Pistorius: testemunhas ouviram 'gritos de briga' antes de tiros

Atualizado em  20 de fevereiro, 2013 - 06:56 (Brasília) 09:56 GMT
Foto: AFP

Pistorius na corte, na terça-feira

Uma testemunha ouviu tiros, gritos e, em seguida, mais tiros, vindos da casa do atleta Oscar Pistorius, disse um policial sul-africano em uma audiência nesta quarta-feira.

Pistorius é acusado de ter assassinado a tiros sua namorada, Reeva Steenkamp, na madrugada de 14 de fevereiro.

Segundo a promotoria, uma testemunha afirmou que ouviu "gritos sem parar" entre as 2h e 3h.

Durante a audiência, o primeiro policial a chegar ao local do crime, Hilton Botha, disse que outra testemunha afirmou ter ouvido gritos e disparos vindos da casa de Pistorius.

"Temos a declaração de uma pessoa que disse que, depois de ouvir os tiros, ele foi até a varanda e viu que a luz estava acesa (na casa de Pistorus). Então ele ouviu uma mulher gritando duas ou três vezes e então, mais tiros", disse Botha durante a audiência, segundo a agência de notícias AFP.

Na terça-feira, o atleta havia afirmado que amava a namorada, que nunca teve a intenção de matá-la e que atirou nela porque a confundiu com um ladrão.

Segundo o correspondente da BBC na África do Sul Andrew Harding, acompanha a audiência no tribunal com atualizações no Twitter, os promotores disseram "que Reeva estava 'vestida' no momento dos disparos e que testemunhas ouviram 'gritos sem parar, como uma briga' por uma hora antes dos disparos".

"Não há explicação possível para apoiar o relato de que ele pensou que era um ladrão", disseram os promotores.

"Foi tudo premeditado. Porque um ladrão se trancaria dentro do banheiro?", disse o promotor Gerrie Nel ao tribunal, em Pretória.

Na terça-feira, os promotores disseram que Pistorius colocou suas próteses e caminhou sete metros antes de disparar pela porta do banheiro fechada.

"Promotores afirmam que Reeva estava 'vestida' no momento dos disparos. E que testemunhas ouviram 'gritos sem parar, como uma briga' por uma hora antes dos diparos"

Andrew Harding, correspondente da BBC, que acompanha a audiência de Pistorius no tribunal em Pretória

Em seguida, segundo o promotor, o medalhista paraolímpico também teria arrombado a porta e carregado o corpo da namorada para o andar inferior da casa.

Outro lado

A versão do atleta foi apresentada em um comunicado lido por seu advogado de defesa, Barry Roux.

Jornalistas disseram que o atleta chorou enquanto Roux falava. A audiência ocorreu enquanto a família da namorada, Reeva Steenkamp, participava de seu funeral na cidade de Port Elizabeth (sul da África do Sul).

Segundo o relato do atleta, ele e Steenkamp haviam decidido passar a noite de 13 para 14 de fevereiro juntos.

Em dado momento, enquanto estava na varanda, Pistorius teria ouvido um barulho. "Estava muito escuro. Eu não tinha minhas próteses e me sentia vulnerável", disse o atleta.

Segundo a defesa, o réu acreditava que a namorada estava na cama e que havia um intruso no banheiro. Ele então atirou através da porta do banheiro, acreditando que estava atingindo o invasor.

Ao perceber que a namorada não estava na cama, o atleta sentiu "horror e medo", de acordo com o comunicado. Ele então disse ter usado um taco de críquete para derrubar a porta, encontrando o corpo da namorada.

O velocista, que ficou famoso mundialmente ao se tornar o primeiro atleta paraolímpico a disputar provas das Olimpíadas usando próteses, está pedindo para responder o processo em liberdade, após pagamento de fiança.

A modelo tinha 30 anos e começou a namorar Pistorius em novembro.

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