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A ascensão dos militantes islâmicos no Saara

Atualizado em  23 de janeiro, 2013 - 12:40 (Brasília) 14:40 GMT
  • Após o recente ataque ao centro de produção de gás, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que o Deserto do Saara se transformou em um reduto para militantes islâmicos que estão promovendo uma jihad contra o Ocidente. Ele afirma que tardará décadas para que eles sejam derrotados.

  • O Saara costumava ser uma zona econômica próspera, famosa por suas longas caravanas de camelos carregando sal, que, na Idade Média, valiam mais do que ouro. Mas os tempos – e as rotas – mudaram e agora os países nas margens ao sul do deserto, todos ex-colônias francesas, estão entre os mais pobres do mundo.

  • Apesar de a maior parte dos habitants do deserto serem pobres, há potencial de encontrar recursos naturais debaixo das areias. A Argélia possui petróleo e gás. O Níger conta com uma das maiores reservas de urânio do mundo, que fornece energia para as usinas nucleares da França. E o Mali é o maior produtor mundial de ouro.

  • Alguns dos habitants da região utilizam seu conhecimento com fins criminais. Eles vêm traficando imigrantes e drogas por antigas rotas comerciais com destino à Europa. Alguns grupos jihadistas têm utilizado os lucros para comprar armas. Quando o coronel Khadáfi foi derrubado na Líbia, em 2011, centenas de guerreiros tuaregues bem armados retornaram ao Mali e começaram uma rebelião.

  • Os rebeldes tuaregues uniram forças aos islâmicos que foram expulsos da Argélia na década de 90 e que se espalharam pelo Saara, estabelecendo laços com a Al Qaeda e realizando ataques em todos os países da região. Em abril de 2012, a nova aliança rapidamente assumiu o controle do norte do Mali – uma área maior do que a França.

  • Centenas de grupos armados operam no Saara. Suas motivações são as mais diversas, desde acumular dinheiro até obter autonomia ou a jihad global. É difícil saber até que ponto eles trabalham juntos. Há relatos de que outros grupos militantes fundamentalistas islâmicos, como o Boko Haram, da Nigéria, e a al-Shabab, da Nigéria, possuem ligações com os jihadistas do Saara.

  • Os militantes que atacaram o centro de produção de gás na Argélia seriam provenientes de países da região. Muitos moradores do Saara compartilham de fortes laços familiares e culturais com os moradores do deserto de outros países e veem o deserto como sendo uma única vasta região, em vez de diversos pedaços de diferentes territórios nacionais.

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