Alemanha vai repatriar 700 toneladas de ouro que deixaram país na Guerra Fria

Atualizado em  16 de janeiro, 2013 - 22:28 (Brasília) 00:28 GMT
Barras de ouro | Foto: BBC

Alemanha manteve parte de suas reservas de ouro no exterior por temor de invasão soviética

O Banco Central da Alemanha anunciou nesta quarta-feira que vai repatriar quase 700 toneladas de reservas em ouro mantidas em Nova York e Paris desde a Guerra Fria por temor de que os soviéticos invadissem o país.

Até 2020, metade das barras de ouro que pertencem ao Bundesbank estará em seus próprios cofres. Atualmente a instituição guarda menos de um terço dessas reservas em solo alemão.

As barras foram originalmente retiradas da Alemanha como uma precaução contra uma potencial invasão da então União Soviética.

Bancos centrais de todo o mundo mantêm ouro no exterior para ser usado de forma rápida para comprar moeda estrangeira em tempos de crise, mas no caso alemão a política externa durante a Guerra Fria também influenciou a prática.

O Bundesbank decidiu não ter mais reserva alguma em Paris, já que os dois países usam o euro, e até o final da década reduzirá de 45% para 37% de suas reservas o montante guardado em Nova York.

Atualmente 13% das reservas alemãs se encontram em Londres, e este montante deve permanecer intacto, disse o Bundesbank.

De acordo com o correspondente da BBC em Berlim, Stephen Evans, o governo alemão foi criticado por não manter uma fiscalização eficiente sobre suas reservas em ouro e chegou a se cogitar que algumas das barras fossem falsas.

Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.