Estudo lista obstáculos à criação de empregos em emergentes

Atualizado em  14 de janeiro, 2013 - 16:31 (Brasília) 18:31 GMT
Desemprego

De acordo com estudo, há cerca de 200 milhões de desempregados no mundo

A tão necessária geração de empregos em países em desenvolvimento pode ser impulsionada com a remoção de quatro obstáculos chave enfrentados por empresas do setor privado, diz um novo estudo publicado nesta segunda-feira.

Segundo o documento elaborado pela IFC (International Finance Corporation), integrante do Grupo Banco Mundial, esses obstáculos são um ambiente fraco de investimentos, infraestrutura inadequada, acesso limitado a financiamento para micro, pequenas e médias empresas e níveis insuficientes de treinamento e especialização.

"O setor privado é responsável por 9 entre 10 empregos nos países em desenvolvimento, e portanto desempenha um papel chave na criação dos necessários novos empregos e na promoção do crescimento", diz o estudo.

De acordo com a IFC, há cerca de 200 milhões de desempregados no mundo. Até 2020, será necessário gerar 600 milhões de empregos, principalmente nos países em desenvolvimento, somente para acompanhar o crescimento da população.

Segundo o estudo, 45 milhões de pessoas entram no mercado de trabalho a cada ano.

"No entanto, mais de um terço das empresas avaliadas ao redor do mundo não conseguiram encontrar funcionários com a qualificação necessária."

Brasil

O estudo cita dois exemplos positivos do Brasil. O primeiro é o programa de simplificação para micro e pequenas empresas introduzido em 1996, levando a um aumento de 12% na geração de empregos, reduzindo custos trabalhistas e aumentando o número de empresas no mercado formal.

O outro é o caso da empreiteira Odebrecht, que registou aumento de produtividade depois de contratar mais mulheres, "porque a mistura de gêneros resultou no desenvolvimento de novas maneiras de trabalhar", segundo a IFC.

De acordo com o relatório, barreiras legais, falta de acesso a financiamento e questões culturais muitas vezes forçam as mulheres em países em desenvolvimento a trabalhar em empregos menos seguros e com salários mais baixos.

Os jovens também são afetados e têm três vezes mais probabilidade de enfrentar o desemprego, além de serem mais propensos a trabalhar no setor informal.

"O desemprego é uma crise global, que é especialmente urgente nos países mais pobres", diz o vice-presidente executivo da IFC, Jin-Yong Cai.

Segundo o dirigente da entidade, promover a criação de empregos nos países em desenvolvimento oferece um caminho para que escapem da pobreza e deve ser prioridade.

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